21 novembro 2017

[Resenha] Vai lá e faz - Como empreender na era digital e tirar ideias do papel - Por Tiago Mattos



Título: Vai lá e faz
Autor (a): Tiago Mattos
Páginas: 352
Cortesia: Belas Letras
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Sinopse: O mundo está cheio de histórias de empreendedores que começaram do nada. Tiago Mattos, um dos maiores futuristas brasileiros, formado pela Singularity – a universidade erguida no Vale do Silício pelo Google em parceria com a Nasa – vai te mostrar neste livro que, sim, você pode criar uma empresa bem-sucedida do zero se tiver o mindset certo e entender como o mundo está mudando. Porque nunca foi tão fácil fazer. Nunca foi tão fácil fazer um livro, uma música, um filme, uma reunião dos colegas do ensino médio, uma passeata, um partido político, uma casa, um carro, uma declaração de amor, uma viagem ao redor do mundo. Nunca foi tão fácil fazer uma empresa. Nunca foi tão fácil entender que ninguém fará o mundo que você quer por você. Só você.

Tentar resumir uma das mais recentes publicações da Belas Letras, Vai lá e faz, do autor e empreendedor, um dos criadores da Perestroika, não faria qualquer jus ao livro nada menos que excelente que ele é.

Primeiro, a edição física é um show à parte, toda colorida em rosa, preto, branco e cinza na extensão gráfica. Mais importante, tem uma ótima fonte de leitura, páginas bem amareladas (agora eu entendo o que é se sentir incomodado com páginas brancas porque agora estou usando óculos devido a um diagnóstico de miopia) e uma revisão muito impecável, nada deixando a desejar para quem gosta de livros bem escritos.


Vai lá e faz, além de bem escrito, é extremamente fluido e nos faz pensar muito sobre o que realmente queremos para o futuro e o que estamos fazendo para torná-lo melhor. O próprio Tiago Mattos afirma que tudo sempre pode mudar e que a visão dele não é única ou absoluta. Aliás, o que mais impressiona nessa publicação é o fato de que, apesar de ter um apoio teórico de primeira, ele não se propõe a colocar uma solução completa e absoluta. Ao contrário, ele afirma que isso não existe, pois cada empreendedor é diferente e consequentemente faz as coisas de modo diferente.


Naturalmente, muita gente, ao ler esse livro, pode pensar: mas será que isso não é irreal demais? Será que não é mais simples tentar seguir um conjunto de regras?

Não, não é irreal só porque parece. E nem todo o conjunto de regras se aplica a todo mundo, ainda mais em um mundo onde as coisas não param de mudar e evoluir embora a sociedade humana ainda precise caminhar muito nesse aspecto, pois Mattos afirma, em uma parte do livro, sobre todos, nessa nova era do mundo, aprenderem a não precisar tanto de uma hierarquia, a terem postura de dono, serem empoderados.


É aí, porém, que com certeza muita gente começa a torcer o nariz, dado que essa palavra é MUITO utilizada por movimentos políticos. Entretanto, ela tem um significado bem simples e nada político: a capacidade de cuidarmos da nossa própria vida e escolhermos o que faremos, quando e como faremos. Lógico que nada vem de graça, pois o autor, no decorrer do livro, sempre reforça que não conseguimos nada se não corrermos atrás e dá dicas de como pararmos de procrastinar e realmente fazer o que é necessário. O que parece algo bem difícil de fazer em um país como o Brasil, onde muita gente tem uma necessidade quase patológica de querer tudo sem se esforçar nada. Mas eu não vou entrar nesse ponto ou a polêmica vai se fazer bonito aqui.



Mesmo quem tem profissões ditas “fáceis” (que de fácil não tem sequer um traço) como escritor ou desenhista, também tiveram de trabalhar muito para chegar onde estão. Tiveram de aprender novas técnicas, usar materiais diferentes, ler teorias e escritores, observar traços e por aí eu poderia fazer uma lista gigantesca. NINGUÉM faz um omelete sem quebrar os ovos ou uma limonada sem espremer os limões, ou seja, você pode ser a pessoa mais talentosa do mundo e ser capaz de muito, mas, se não houver esforço, é impossível sair do lugar ou ir mais longe. Ok, muita gente veio do nada e conseguiu muito na vida? Sim, existem casos, mas, mesmo eles tiveram de percorrer um caminho muitas vezes complicado sobre o qual ninguém sabe. Para exemplificar melhor, deem uma olhada nesse vídeo e prestem atenção no que o palestrante diz...




No fim das contas, Vai lá e faz é um livro excelente que não dá um manual do que fazer para ser um bom empreendedor. Ele dá as dicas e mostra que sim, nós podemos fazer e fazer muito bem. É apenas querer, estar disposto e ter paciência, pois o caminho não é exatamente simples, mas no fim vai valer a pena quando chegar no final. Ou dele partir para um novo começo.


Continuamos nessa mesma hora e nesse mesmo canal na próxima semana com a intenção de dar uma debatida nas ideias mais interessantes do livro.

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