08 novembro 2017

[Resenha] Pretty Girl-13 - Por Liz Coley


Título: Pretty Girl-13
Autor(a): Liz Coley
Páginas: 224
Editora: Benvirá
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Sinopse: Três anos se passam, e Angie Chapman reaparece sem qualquer lembrança desse período. Como se o tempo tivesse parado. Ela ainda acredita ter treze anos e insiste que dali a três semanas vai para o oitavo ano. Angie não se reconhece na imagem da garota alta e magra que aparece refletida no espelho toda vez que se olha. E nem faz ideia do que são aquelas marcas e cicatrizes no seu corpo. Pretty Girl – 13 um mistério psicológico fascinante e perturbador em que a garota Angie tem de juntar os flashes de sua memória para descobrir a sua verdadeira identidade, ou seriam identidades?

Em um dia ela era apenas uma menina recém chegada a adolescência de treze anos. No outro, tornara-se dona de um corpo curvilíneo e cicatrizes que ela jamais vira. Pior que isso, de acordo com o que todos diziam, ela agora tinha dezesseis anos.

"Havia algo realmente errado ali. Esta não era sua mão. Aqueles não eram seus dedos. Estes dedos eram mais longos, mais finos que os dela. E um estranho anel de prata ornava seu dedo médio.
A pele era seca e áspera. Cicatrizes escuras circundavam seus pulsos como braceletes. Ela virou a mão direita, estudando as rachaduras e calos não familiares em sua palma. Experimentou fechá-la. Aquilo pareceu... errado.
Angie franziu a testa e tornou a se virar para olhar atrás de si. Como havia chegado ali? Não se lembrava de ter tomado esse caminho. Estava... na mata? Sentia-se totalmente confusa."

Angie não é somente uma garota que voltou após um longo tempo desaparecida e já dada como morta. É alguém que não tem a menor ideia de onde esteve ou o que fez, durante os três anos em que ficou longe. Sua última lembrança é da noite em que fora acampar com as amigas... e nada mais. Quando a jovem se vê na rua de sua casa, perdida e confusa com as mudanças e peças que seus olhos aparentam estar lhe pregando, bem como no instante em que se dá conta da perplexidade de todos em vê-la, Angie tem a certeza de que partes de sua vida e de si mesma lhes foram tiradas.

"Evitar os espelhos era possível, mas ignorar o estranho movimento dos cabelos sedosos sobre seu ombro não era. Isso fez com que ela se perguntasse sobre todas as coisas das quais não conseguia se lembrar: lavá-los e escová-los todas as manhãs. E isso a levou a pensar sobre onde dormia. O que comia? Quem cozinhava para ela? Será que alguém sentia falta dela agora que havia ido embora? Ai."

Como se não bastasse toda a estranhesa de não se lembrar dos últimos três anos, Angie começa a dizer coisas as quais não sabe porquê disse e, principalmente, fazer coisas das quais não se lembra do motivo depois: vestir uma roupa que não faz seu estilo, mudar um objeto do seu quarto de lugar, beijar um garoto de quem talvez ela nem goste mais tanto assim... uma coisa é certa: Angie não é mais ela mesma.

"– Então tudo mudou. Instantaneamente.
Um soluço crescente pressionava o fundo da sua garganta.
– Tudo, exceto eu. Eu ainda sou eu quando fecho meus olhos. Não sei quem estava vivendo dentro do meu corpo nos últimos três anos, mas te garanto que não era eu. – Ela esperou que a psicóloga lhe dissesse como aquilo parecia tolo e irracional. A dra. Grant nem sequer piscou.
– Então onde você acha que você estava?
– Uma cadeira de balanço – respondeu ela automaticamente. E então: – Não sei por que falei isso. Não tenho a menor ideia."


Pretty Girl é um livro cuja sinopse (ao menos foi assim comigo) já ganha a gente de cara. Uma garota que retorna após três anos desaparecida e não tem qualquer recordação desse tempo? Opa, parece uma leitura empolgante e misteriosa. E é mesmo!

O enredo aborda temas com os quais eu ainda não havia tido contato em livros, como múltiplas personalidades, por exemplo, e o faz de forma tão simples, clara e bem desenvolvida, que eu me senti totalmente interada no assunto logo de início. Apesar de acontecer após um claro caso de sequestro, este não é o foco principal da história e sim a maneira com que a vítima lida com ele.

Considero um dos pontos mais positivos a própria protagonista, Angie, que demonstra tanta fragilidade quanto as circunstâncias despertam e ao mesmo tempo tanta força, quanto exigem. Vibrei e chorei com ela o tempo todo. O enredo também traz personagens secundários muito bem construídas e cativantes como a psicóloga de Angie, por exemplo, o detetive responsável pelo caso e sua amiga, Cat.

Não encontrei pontos negativos a serem destacados. Claro, é um livro que exige atenção por parte do leitor já que trata-se de personalidades distintas em uma mesma pessoa. Porém, particularmente eu achei que este foi o recheio do bolo, o que me fez ainda mais presa à história.

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