23 novembro 2017

[Resenha] Origem - Por Dan Brown


Título: Origem
Autor (a): Dan Brown
Páginas: 432
Editora: Arqueiro
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Sinopse: De onde viemos? Para onde vamos?
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

Robert Langdon é um respeitado professor da universidade de Harvard que viajou à Espanha para acompanhar a apresentação de um de seus antigos alunos, Edmond Kirsch, que promete revelar ao mundo uma desconcertante verdade sobre a origem de tudo como conhecemos.

No entanto, o que era para ser a noite dos sonhos do jovem senhor se torna o fim trágico de sua curta vida de quarenta anos e seu antigo mestre toma para si a tarefa de descobrir os responsáveis pela morte de seu querido amigo e pupilo e trazer à tona a revelação de Kirsch.

Porém, quanto mais os fatos vão acontecendo naquela noite inacreditável, mais Langdom está próximo de uma verdade capaz de mudar irreversivelmente tudo o que conhecemos como certo e tornar todos os ensinamentos religiosos datados.

Ou quem sabe finalmente criar uma nova era de paz.

Se vai acontecer uma coisa ou outra, você saberá só embarcando para Bilbao e vivendo uma das mais espantosas noites da vida do professor Langdom de perto.


Até esse momento da minha vida de 29 anos quase trinta, existia pelo menos um autor extremamente conhecido cuja obra eu jamais tinha lido: Dan Brown. Caso alguém tenha vivido os últimos dez ou quinze anos debaixo de uma pedra, ele foi o autor de Anjos e Demônios, O Código da Vinci, O Símbolo Perdido e Inferno, os até agora quatro livros protagonizados pelo professor universitário Robert Langdon, um acadêmico atualmente na casa dos sessenta anos que já se meteu em encrencas dignas de Indiana Jones, já que ele é geralmente descrito como “um Harrison Ford em tecido de lã”.

“Apesar de Langdon ter dedicado a maior parte de sua carreira a estudar arte, perturbava-o o fato de que nunca havia aprendido a apreciar as obras mais vanguardistas do mundo. O apelo da arte moderna continuava sendo um mistério para ele.
– Não quero ser desrespeitoso, Winston, mas preciso dizer: frequentemente acho difícil saber quando algo é “arte moderna” ou quando é pura bizarrice.
A resposta de Winston foi imediata:
– Bom, frequentemente essa é a questão, não é? No seu mundo da arte clássica, as obras são reverenciadas pela capacidade de execução do artista. Isto é, com que habilidade ele encosta o pincel na tela ou o cinzel na pedra. Mas na arte moderna as obras-primas têm mais a ver com a ideia do que com a execução. Por exemplo, qualquer um poderia facilmente compor uma sinfonia de 40 minutos consistindo apenas em um acorde e silêncio, mas foi Yves Klein que teve a ideia.
– É justo.”- Págs. 45 e 46

O que, porém, irei comentar aqui, é o nada menos que excelente Origem, o quinto livro protagonizado por esse improvável aventureiro. Improvável porque todo mundo geralmente associa os aventureiros com força, destreza, agilidade com facas ou armas, potência de socos e chutes e por aí vamos. Mas Langdon conta muito mais com sua inteligência e sua memória eidética, somada aos seus muitos conhecimentos sobre Arte.

“– Bom, ele obviamente é muito bom nisso. Afinal de contas, é chamado de Nostradamus dos dias atuais.
– É. Mas essa comparação é, de certa forma, um insulto.
– Por quê? – questionou Langdon. – Nostradamus é o profeta mais famoso de todos os tempos.
– Não quero contrariar, professor, mas Nostradamus escreveu quase mil quadras com palavras soltas que, no correr dos séculos, se beneficiaram das leituras criativas de pessoas supersticiosas buscando extrair significado onde não há… em tudo, desde a Segunda Guerra Mundial à morte da Princesa Diana e ao ataque ao World Trade Center. É completamente absurdo. Em contrapartida, num espaço de tempo bem curto, Edmond Kirsch publicou um número limitado de previsões bastante específicas que se mostraram verdadeiras: computação em nuvem, carros sem motorista, um processador alimentado por apenas cinco átomos. O Sr. Kirsch não é nenhum Nostradamus.
Aceito a correção, pensou Langdon. Diziam que Edmond Kirsch inspirava uma lealdade feroz entre as pessoas que trabalhavam para ele, e aparentemente Winston era um de seus ávidos discípulos.” – Págs. 54 e 55

 Mas quem disse que um aventureiro não precisa ser inteligente e astuto? Langdon prova com folga que isso é perfeitamente possível e Dan Brown mostra porque seus livros são tão admirados pelo mundo todo e consequentemente vendem tanto:
 O autor é capaz de prender o leitor com uma escrita fluida apesar de alguns excessos descritivos deixarem a gente respirando fundo porque nem sempre leitores gostam disso. Apesar de que isso foi necessário dado que a história se passa em uma única noite e Brown parece gostar de locais turísticos e históricos;
A quantia de cliff-hengers nos finais dos capítulos é de nos fazer pular logo para o próximo. São 105 capítulos mais Prólogo e Epílogo, ou seja, fiquem prontos para encarar umas boas horas de leitura porque você não vai largar quando começar.



A capacidade de Dan Brown de nos fazer desconfiar de meio mundo e depois desmentir na melhor cara de pau autoral existente no mundo, muitas vezes revelando coisas completamente inesperadas. Quando digo isso, creiam. Uma dessas coisas me fez chorar de sincera emoção. Sem mentira nenhuma, chegou uma hora que eu não sabia mais em que “medonho sortilégio” estava metida enquanto lia. Isso sem contar lá no finalzinho, em que o Brown se despede da trama jogando aquela bomba no colo do leitor e deixando a gente com aquela cara de: ele não pode estar falando sério. Bem, ele estava. E eu estava mesmo começando a desconfiar de algo muito errado.

“A imagem de Poseidon se evaporou num sopro de fumaça.
– Como vocês sabem, todos os deuses sofreram o mesmo destino, morrendo um por um enquanto perdiam a relevância para nossos intelectos em evolução.
No alto, as imagens dos deuses começaram a se apagar uma a uma – deus do trovão, dos terremotos, das doenças e assim por diante.
Enquanto o número de imagens diminuía, Langdon disse: – Mas não se enganem. Esses deuses não “vão tão gentilmente para aquela boa noite”. Em qualquer cultura, abandonar divindades é um processo complicado. As crenças espirituais são gravadas profundamente na nossa psique durante a infância por aqueles que amamos e em quem mais confiamos: nossos pais, professores e líderes religiosos. Portanto qualquer mudança religiosa acontece no decorrer de gerações, não sem grande angústia e frequentemente com derramamento de sangue.” - Pág. 97

Isso tudo dentro de uma edição caprichadíssima da Arqueiro, cuja capa é uma sacada muito mais que genial, dado o que ganhamos durante a história. Não encontrei erros de revisão e a diagramação, incluindo o tamanho da fonte e o espaçamento, está excelente.



Tenho que comentar, entretanto, que consigo entender (repito: entender não é justificar) porque o Vaticano tanto condena os romances do Dan Brown porque o que esse homem alfineta religião e conservadorismo “né brinquedo não” (quem lembra da Dona Jura?). Nesse livro tem uma quantidade de críticas tão grande e algumas delas tão cáusticas que me pergunto quando é que os reacionários babacas daqui vão começar a chiar. Porque, sendo absolutamente sincera, esse livro dá muito o que pensar sobre o que nós, como sociedade, estamos realmente fazendo para fazer a diferença e o quanto as pessoas estão se deixando influenciar por falsos profetas e falsos líderes e por conta disso, destilando tanto ódio e preconceito contra aquilo que não é considerado “certo”.

“– O cérebro humano – disse Edmond. – Por que ele acredita no que acredita?
Lá em cima, vários nódulos se iluminaram, lançando pulsos de eletricidade que saltavam pelas fibras até outros neurônios.
– Como um computador orgânico – continuou o futurólogo –, nosso cérebro tem um sistema operacional, uma série de regras que organizam e definem todos os dados caóticos que fluem durante o dia inteiro: linguagem, uma música que gruda na cabeça, o som de uma sirene, o gosto de chocolate. O fluxo de informações que chegam é freneticamente diversificado e implacável, e nosso cérebro precisa entender tudo isso. Na verdade, é a própria programação do sistema operacional do cérebro que define nossa percepção da realidade. Infelizmente nós somos a vítima da pegadinha, porque quem escreveu o programa do cérebro humano tinha um senso de humor deturpado. Em outras palavras, não é nossa culpa acreditarmos nas coisas malucas em que acreditamos.” – Pág. 99

Por fim, me permitam recomendar Origem e de coração, acredito que Dan Brown realmente mereça uma chance de quem o acha “modinha”, pois esse livro não é só uma fonte de entretenimento descompromissado. Garanto e reforço que é muito melhor do que aparenta. É ao infinito e além.


Um pouco mais de Origem...

“À medida que as imagens religiosas continuavam a fluir, Edmond falava com intensidade crescente:
– De onde viemos? Para onde vamos? Essas perguntas fundamentais da existência humana sempre me obcecaram, e durante anos sonhei em encontrar as respostas. – Edmond fez uma pausa, com o tom de voz ficando sombrio. – Tragicamente, por conta dos dogmas religiosos, milhões de pessoas acreditam que já sabem as respostas para essas grandes perguntas. E como nem todas as religiões oferecem as mesmas respostas, culturas inteiras terminam em guerra para decidir quais são as respostas corretas e que versão da história de Deus é a História Verdadeira.” – Pág. 102

“– Estamos nas suas mãos, Winston. Diga o que fazer.
– A primeira coisa, professor: se ainda não se livrou do seu celular, faça isso imediatamente.
– Tem certeza? – Langdon apertou seu telefone com força. – As autoridades não precisam de uma ordem judicial antes que alguém…
– Num seriado policial americano, talvez, mas o senhor está lidando com a Guardia Real e o Palácio Real da Espanha. Eles farão o que for necessário.
Langdon olhou seu telefone, sentindo-se estranhamente relutante em se separar dele. Toda a minha vida está aqui.
– E o telefone do Edmond? – perguntou Ambra, alarmada.
– É impossível de ser rastreado – respondeu Winston. – Edmond sempre se preocupou com hackers e com espionagem corporativa. Ele escreveu pessoalmente um programa de ocultação de IMEI/IMSI que varia os valores de C2 de seu telefone para enganar qualquer interceptador de GSM.
Claro que ele fez isso, pensou Langdon. Para o gênio que criou Winston, enganar uma companhia telefônica local seria moleza.
Langdon franziu a testa olhando seu telefone aparentemente inferior. Nesse momento Ambra o tirou com gentileza de suas mãos. Sem uma palavra, ela o segurou por cima da amurada e o soltou. Langdou viu o telefone mergulhar na água escura do Rio Nervión. Enquanto o aparelho desaparecia sob a superfície, sentiu uma pontada pela perda, olhando para trás, na direção dele, à medida que o barco prosseguia rapidamente.
– Robert – sussurrou Ambra –, só se lembre das sábias palavras da princesa Elsa, da Disney.
Langdon se virou.
– O quê?
Ambra deu um sorriso suave.
– Let it go.” – Págs. 184 e 185. (Achei a referência GENIAL, kkkkkkkkkkkkkkkk.)

“– Por que eu conheço esse nome? – perguntou Ambra.
– Stephen J. Gould – explicou Winston imediatamente. – Famoso biólogo evolucionário e paleontólogo. Sua teoria do “equilíbrio pontuado” preencheu algumas lacunas no registro fóssil e ajudou a sustentar o modelo de evolução de Darwin.
– Gould simplesmente riu – lembrou Langdon – e me disse que a maioria dos livros anti-Darwin são publicados por entidades como o Institute for Creation Research, uma organização que pesquisa a Criação mas, segundo seus próprios materiais de divulgação, considera a Bíblia um relato literal e infalível de fatos históricos e científicos.
– O que quer dizer – emendou Winston – que eles acreditam que as sarças ardentes podem falar, que Noé conseguiu enfiar todas as espécies vivas num único barco e que as pessoas se transformam em estátuas de sal. Não são os alicerces mais firmes para uma organização de pesquisa científica.” – Pág. 216

“Nada é inventado, já que está escrito primeiro na natureza.
A originalidade consiste em voltar à origem.
                                                                        – ANTONIO GAUDÍ” – Pág. 273

“Deus está morto. Deus continua morto. E nós o matamos. Como vamos nos consolar, os assassinos de todos os assassinos?
– NIETZSCHE” – Pág. 274.

“– Certo – disse Winston –, mas as autoridades locais ainda vão procurá-lo como sequestrador. O senhor não vai estar livre a não ser que vença o palácio no jogo deles.
– Como? – perguntou Ambra.
Winston continuou sem hesitar:
– O palácio usou a mídia contra vocês, mas essa é uma faca de dois gumes.
Langdon e Ambra ouviram Winston delinear um plano muito simples, e Langdon reconheceu que ele criaria confusão e caos entre seus perseguidores.
– Eu faço isso – concordou Ambra rapidamente.
– Tem certeza? – perguntou Langdon, cauteloso. – É um caminho sem volta para você.
– Robert, fui eu que o coloquei nisso e agora você corre perigo. O palácio teve o desplante de usar a mídia como arma contra você, e agora eu vou virá-la contra eles.
– É adequado – acrescentou Winston. – Os que vivem pela espada morrerão pela espada.
Langdon hesitou. Será que o computador de Edmond acaba de parafrasear a Bíblia? Imaginou se não seria mais adequado citar Nietzsche: Quem luta contra monstros deve ter cuidado para não se tornar também um monstro.” – Págs. 293 e 294.

“A voz de Kirsch ficou subitamente baixa e sombria.
– Permitir a ignorância é dar poder a ela. Não fazer nada enquanto nossos líderes proclamam absurdos é um crime de complacência. Assim como deixar que as escolas e as igrejas ensinem inverdades completas às nossas crianças. A hora da ação chegou. Só quando livrarmos nossa espécie do pensamento supersticioso poderemos abraçar tudo o que nossa mente tem a oferecer. – Ele fez uma pausa e um silêncio baixou sobre a plateia. – Eu amo a humanidade. Acredito que nossa mente e nossa espécie têm um potencial ilimitado. Acredito que estamos à beira de uma nova era de iluminação, em que a religião finalmente se despede do mundo… e a ciência reina.” – Pág. 330

“O amor é uma coisa particular, tinha ensinado Ambra. O mundo não precisa saber de cada detalhe.” – Pág. 507. (Quando vocês lerem, essa frase fará muito sentido. E vai emocionar vocês demais o contexto.)




7 comentários:

  1. Oi.

    Ainda não li nenhum livro do autor. Até tentei ler O código da Vinci, mas não consegui me prender a leitura e acabei abandonando. Não tenho muito interesse na leitura, por isso, vou passar a dica.

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  2. Faz tempo que não lei Dan Brown, mas na estou de olho em Origem.
    Adorei a premissa e esses quotes são instigantes.
    Beijos
    www.manuscritoliterario.com.br

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  3. Olá!!
    Faço parte do grupo de quem ainda não leu, e assim como você escolhi Origem para começar!! Que bom que você gostou isso me deixa mais confortável para me aventurar!!

    Beijokas

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  4. Olá, tudo bem?

    Já li uns quatro livros de Dan e, se não o acho uma sumidade literária, não desgosto de seus livros. Reservo para aqueles momentos em que preciso de algo menos intenso e mais divertido, é literatura para relaxar. Ainda sou mais o Rabino de Kemelman, do que o professor de Brown.

    bjsss

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  5. Sou apaixonada por Dan Brown, acho ele genial e com um jeito único de contar história. Amo enigmas, mistérios e charadas e toda vez que temos o professor Langton envolvido certamente que vai ter um bocado dessas coisas.
    Também gosto de personagens queesmo extremamente inteligentes não menosprezam o saber alheio, é isso o professor tem de sobra. Correndo pra ler esse livro.

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  6. Oiee Renata ^^
    Eu ainda não li nada do autor, mas confesso que não sinto vontade de ler os livros dele. Até sinto curiosidade, mas vejo as capas e leio as sinopses e imagino que sejam história descritivas demais, e descrição demais me cansa :/ Quem sabe um dia eu decida arriscar ler algum livro dele, e torço muito para que, quando esse dia chegar, o livro me impressione...haha'
    MilkMilks ♥
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  7. O primeiro livro que li do Dan Brown foi Anjos e demônios. Ainda me recordo do meu fascínio, de como eu fiquei grudada na leitura até o ponto final e a vontade de ler mais livros do autor.
    Depois li O símbolo perdido e por fim Inferno. As sensações da primeira experiência nunca voltaram, pois é mais do mesmo.
    Percebi que origem não foge da receita criada pelo autor: Langdon, um mistério que irá mudar a humanidade, uma mulher bonita e mega inteligente, um vilão fanático e como pano de fundo arte e história.
    Por esse motivo vou deixar a dica passar, acredito que o livro seja excelente para quem lê Dan Brown pela primeira vez ou para quem não se importa com mais do mesmo.
    Enfim, parabéns pela resenha ^^

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