09 novembro 2017

[Resenha] Ligeiramente casados - Por Mary Balogh


Título: Ligeiramente casados
[Os Bedwyns #1]
Autor (a): Mary Balogh
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
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Sinopse: À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.
Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.
Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...
Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias.

O Coronel Aidan Bedwin está percorrendo o campo de batalha na França após uma luta particularmente sangrenta, em busca dos mortos e feridos do seu batalhão, quando encontra o Capitão Percival Morris à beira da morte. O Capitão faz três derradeiros pedidos à Aidan: que ele dê a notícia de sua morte pessoalmente à sua irmã, que não permita que ela fique de luto e, por fim, que ele a proteja, custe o que custar!

"- Prometo. - O coronel aproximou ainda mais a cabeça, na esperança de que seus olhos e sua voz conseguissem penetrar a bruma da morte que engolfava o homem diante dele. - Eu lhe faço meu mais solene juramento."

Aidan parte para Inglaterra assim que possível com o objetivo que cumprir essa promessa, sem saber o que esperar. O que ele realmente não esperava, devido ao tom de urgência do Capitão, seria encontrar Eve, uma mulher independente, que herdara a fortuna do pai e agora administrava uma propriedade próspera, e que, definitivamente parecia muito bem e nada disposta a aceitar qualquer tipo de ajuda de um desconhecido.

Fora fácil cumprir a promessa. Talvez fácil demais... Eis que Aidan descobre que Eve perderá a propriedade, a fortuna e será despejada sem qualquer cerimônia dentro de quatro dias, a não ser que se case nesse curto período de tempo.

"-[...] Esses meus preciosos amigos se tornarão vagabundos, pedintes e talvez coisa pior, e a sociedade dirá que era isso o que se esperava deles o tempo todo. E darão tapinhas nas costas uns dos outros por serem tão mais sagazes do que eu."

Assim, a única maneira que Aidan encontra de honrar sua promessa é propor um casamento de conveniência à Eve, o que ela aceita, tendo em vista que não lhe resta alternativa.

A intenção de ambos era que nunca voltassem a se ver: ela continuaria administrando sua propriedade rural e ele voltaria à sua rotina militar. No entanto, o irmão do Aidan, o duque de Bewcastle descobre sobre o casamento e exige que as convenções sociais sejam cumpridas, devendo Eve ser apresentada à rainha.

Então, o que seriam apenas dias de convivência se transformam em semanas e talvez, apenas talvez, esse casamento de conveniência possa se tornar algo mais.


Esse é o primeiro volume de uma série, na qual cada livro narrará a história de um dos irmãos Bedwyn, que são em seis: quatro homens e duas mulheres. Eu comecei a ler esse livro sem esperar muita coisa, estava lendo um livro de terror e queria uma leitura bem leve para antes de dormir, para evitar pesadelos. E, sinceramente, eu não esperava gostar tanto.

Os personagens principais foram muito bem construídos, a Eve é uma mulher forte e independente, que sonha sim com o “felizes para sempre”, mas possui outras prioridades. O Aidan é um homem honrado e extremamente rígido, que dificilmente deixa suas emoções às claras, é aquele tipo de personagem que vamos conhecendo (e nos apaixonando) aos poucos.

"Ela se sentia como um rato tentando impor sua vontade a um elefante." 

A Eve é uma pessoa boa e generosa: está cercada de funcionários que ninguém jamais contrataria, seja por conta de estigmas sociais ou por limitações físicas; acolheu duas crianças órfãs, e, adotou ainda um cachorro que fora brutalmente maltratado pelo antigo dono. Quem me conhece sabe que, mesmo se o restante da obra fosse um horror, este livro já ganharia um carinho especial da minha parte só por conta disso.

Aidan acha que Eve leva a questão da caridade longe demais, considera os protegidos dela incapazes e tenta colocá-los em seus devidos lugares. Isso no começo. Com o tempo, ele começa a perceber o carinho que Eve sente por todos e sua opinião começa a mudar aos poucos. E posso dizer que essa mudança foi uma delícia de acompanhar.

"- Eles não são incapazes. - Ela o encarou com o cenho franzido, sentindo a raiva voltar. - São pessoas com quem a vida foi cruel. São pessoas preciosas que não têm menos valor do que eu ou o senhor nos desígnios sagrados. E também há Muffin, meu cão, que foi brutalmente maltratado pelo dono anterior. vidas de valor infinito, todas elas." 

O que não está escrito na sinopse, é que tanto a Eve quando o Aidan tinham outros planos para as respectivas vidas sentimentais. Ela está apaixonada por outro homem que, infelizmente, não retornou a tempo para desposá-la e ele tinha intenções de oferecer casamento à filha de um General que já está acostumada a acompanhar a família nas expedições militares, o que seria muito conveniente.

Então, o romance entre a Eve e o Aidan surge aos poucos, de forma tímida e nada apressada. Primeiro eles passam a admirar as qualidades um no outro, depois passam a apreciar a companhia um do outro até que, por fim o sentimento começa a surgir. Mas Aidan prometeu à Eve que a deixaria em paz após o casamento, e sua honra jamais permitiria que ele quebrasse essa promessa. Eve, por sua vez, não pode abandonar todos que dela dependem para acompanhar Aidan em suas incursões. Já deu para perceber que não vai ser tão fácil assim esse romance dar certo, não?

Quanto às cenas eróticas, temos algumas sim, mas nada muito pesado e nem que tome conta do livro. São realmente somente algumas cenas. E uma das coisas que mais gostei nesse livro é que não tem aquela tensão sexual, aquela atração irrefreável o tempo todo. Pasmem, OS PERSONAGENS PENSAM EM OUTRAS COISAS! Outra coisa que me agradou também é que os personagens são descritos fisicamente como pessoas normais, nada daquela beleza irreal e difícil de acreditar. O que os torna bonitos aos olhos um do outro são algumas características de suas personalidades.

"-[...] Há a felicidade. Que é algo vivo, dinâmico, Eve, e tem que ser cuidada a cada momento pelo resto de nossas vidas. É uma perspectiva muito mais empolgante do que a ideia tola e estática de um felizes para sempre. Não concorda?" 

No que diz respeito aos demais personagens, nesse primeiro volume temos um vislumbre dos irmãos do Aidan, que protagonizarão os próximos livros da série. E temos também todas as pessoas que cercam a Eve, com destaque à tia Mari, que atribuiu a si mesma o papel de cupido e aos órfãos Davy e Becky, que pularam de casa em casa depois que seus pais morreram, e, por isso, trazem algumas cicatrizes e sentem um pouco de dificuldade em acreditar que agora estão seguros.

Gostei muito da narrativa da autora, é muito fluída e faz com que o leitor chegue à última página sem perceber. Um ponto que me agradou foi o fato de a autora misturar uma linguagem formal mais clássica, com uma linguagem atual. Conferindo à obra um ar mais tradicional, remetendo o leitor à época em que os eventos narrados se passam e ao mesmo tempo permanecendo uma obra fluída e de fácil entendimento.

Quanto à edição não tenho muito a acrescentar, posto que li o livro em formato digital. Mas achei a capa bonita e pretendo adquirir a edição física assim que tiver oportunidade.

Esse livro é indicado para quem gosta de romances de época com uma pegada mais leve e gostosa. É uma leitura muito agradável e rápida de ser feita, ideal para quem busca uma leitura descomprometida.

Espero que tenham gostado da dica.
Fiquem de olho que logo tem mais!

12 comentários:

  1. Olá!
    Eu adoro essa série, na verdade sou bem suspeita para falar, já que amo romances de época. Mas a Mary têm um jeitinho especial de trazer a tona os sentimentos e a interação desses personagens ficaram incríveis.
    Espero que curta os demais volumes.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  2. Oi, Bárbara
    Também gostei muito desse livro, alias gosto muito da série! Gostei da narrativa dela também, bem leve e envolvente, né? Fico feliz que também tenha gostado. Continue a série, pois é muito boa.

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  3. Oiê! Adorei o fato dos personagens não serem absolutamente perfeitos e terem sua beleza complementada pela personalidade. Tbm gostei do fato do livro ter poucas cenas quentes e da generosidade da protagonista. Anotei a dica.
    Beijos

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  4. Esses romances de época parecem bem legais, ainda não tive oportunidade de ler. Gostei que mesmo sendo a "mulherzinha" que sonha em casar, a personagem é forte e tem outros interesses. Muito boa a sua resenha!

    bj
    Dani, do Blog Sabe o que é?
    http://sabeoque.blogspot.com

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  5. Adoro essa série, só um adendo flor, são 4 irmãos homens e 2 irmãs. Aidan, Wulfric, Ranulf, Alaine(esse não lembro como escreve) Freyja e Morgan, as meninas da familia. Adorei a protagonista feminina desse livro, mas passei muita raiva tbm. Os melhores são o do Wulfric e o da Freyja, mas é impossível não amar cada um deles.

    Raíssa Nantes

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    1. Verdade. Obrigada pelo aviso. Estou começando a ler o da Freyja agora.

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  6. Olá!! :)

    Eu confesso que nunca tinha ouvido falar deste livro, ainda que a autora seja já bem conhecida! Bem, espero ter oportunidade de ler, mesmo que não seja grande fa do género.

    Ainda bem que a narrativa foi tao fluida e te agarrou! E que a leitura é assim tao leve e gostosa! :)

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  7. Olá!
    É esse tipo de romance bem construído, com personagens instigantes e que fazem toda a diferença dentro da história que tô procurando. Eu tenho certeza que irei gostar, pois as temáticas envolvidas me chamam muita atenção. Além disso, tô super curiosa pra conhecer a Eve.

    Beijos!

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  8. Oi! Confesso que não gosto muito de sagas/séries longas de livros. Apesar disso, não posso negar que esse livro me pareceu bem interessante; gostei tanto do seu formato de resenha quanto do conteúdo da resenha em si. A Eve me pareceu uma personagem muito interessante, sobretudo, porque, como você colocou, ela sonha com o romance mas isso não faz dela tola e/ou frágil. Parabéns!
    Abraço

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  9. Olá... Confesso que não gosto muito de romances de época... onde a mulher sempre tem que casar, por obrigação... Mas este ai me despertou interesse já que você cita que a personagem Eve é forte e independente... gosto de histórias com mulheres assim... hehe

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  10. Oi. Não conhecia esse livro. Gostei muito da sinopse. Estou louco para ler e descobrir o que acontece com os personagens e as consequências desse casamento. Parabéns pela resenha, ficou ótima.

    Um forte abraço!

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  11. Oieeee!
    Ainda não li nada da Mary, mas essa série já está na minha lista de desejados, amo romances de época e acho a leitura essencial para dar uma espairecida, então sempre tenho um em mãos kkkkkk.

    Beijokas

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