16 novembro 2017

[Resenha] Joyland - Por Stephen King



Título: Joyland
Autor (a): Stephen King
Páginas: 240
Editora: Suma de Letras
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Sinopse: UM PEQUENO CONSELHO: NÃO SE AVENTURE NA RODA GIGANTE EM UMA NOITE CHUVOSA. CAROLINA DO NORTE, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Dev é fisgado pela ideia de vender diversão quando faz a entrevista para um emprego temporário em Joyland, um parque de diversões em uma cidade litorânea na Carolina do Norte. No mesmo dia da entrevista, descobre que houve um assassinato no parque há alguns anos e que, aparentemente, o fantasma de Linda Gray, a garota que foi morta por um serial Killer, ainda assola o trem fantasma e precisa ser libertada. Mas como?

- É mesmo uma história de fantasma?
- Eu nunca entrei naquela porcaria de trem fantasma, então não tenho certeza. Mas é uma história de assassinato. Disso eu tenho certeza. 

A intenção de Dev era trabalhar no parque somente durante o verão e depois retornar à faculdade. No entanto, o fato de ele ter entrado em estado depressivo depois que a namorada, Wendy, terminou com ele, somado ao fato de que Dev realmente gosta do trabalho no parque e sua atração pelos mistérios que envolvem o fantasma de Linda Gray, faz com que Dev peça para continuar trabalhando no parque por mais um tempo.

Assim, ele se despede dos amigos que conheceu durante o verão, e que agora retornam para a faculdade e se prepara para encarar um Joyland praticamente deserto, bem diferente do que conheceu durante a alta temporada.

"Só posso dizer o que você já sabe: alguns dias são preciosos. Não muitos, mas acho que em quase toda vida há alguns. Aquele foi um dos meus, e, quando a vida me dá uma rasteira e tudo me parece ruim e sem graça, como a Joyland Avenue em um dia chuvoso, eu volto a ele, ao menos para lembrar que a vida nem sempre arranca nosso couro. Às vezes, ela oferece verdadeiros prêmios. Às vezes, são preciosos."


Esse é aquele tipo de livro que não posso me estender na resenha, caso contrário corro o risco de estragar a leitura de quem for se aventurar nas páginas deste livro maravilhoso.

A minha intenção era ler e resenhar esse livro para a semana do Halloween, mas não consegui. Simplesmente porque fiquei com medo de sentir medo durante a leitura e não me deixava envolver pelo livro (pelo menos no começo). Mas adianto: se você, assim como eu, não está habituado ao gênero e é um ser particularmente medroso(a), pode ler tranquilamente. Não é aquele tipo de terror que vai ficar dando sustos a todo momento e os momentos mais tensos ficam a cargo das interações humano-humano e não humano-fantasma.




O livro é narrado por um Dev de sessenta anos relembrando o que aconteceu naquele verão de 1973, quando ele tinha 21 anos. Então, ficamos sabendo de fatos que aconteceram ao longo de sua vida e o autor relata eventos que aconteceram no início do verão, depois no final do verão, depois na fase adulta, ou seja, não há uma linha cronológica contínua. E o autor conseguiu fazer isso sem que o livro ficasse confuso ou a leitura ficasse arrastada, um toque de genialidade que explica porque o autor é conhecido como mestre.

"[...] Quando se tem vinte e um anos, a vida é um mapa rodoviário. Só quando se chega aos vinte e cinco, mais ou menos, é que se começa a desconfiar que estávamos olhando o mapa de cabeça para baixo, e apenas aos quarenta temos certeza absoluta disso. Quando se chega ao sessenta, vai por mim, já se está completamente perdido."

Como mencionei lá no início da resenha, demorei a me deixar envolver pela história, mas acabei sendo arrebatada por todos os personagens apresentados, que foram muito bem desenvolvidos. Não vou me prolongar sobre cada um deles, mas temos os funcionários mais antigos do parque, entre os quais destaco Madame Fortuna e suas previsões nada confiáveis (será?) e um funcionário particularmente ranzinza e exigente que pode atrapalhar a vida do nosso protagonista (ou pode ser que não!). Temos Erin e Tom, que ficaram hospedados no mesmo lugar que Dev durante o verão e foram fundamentais para ajudar a desvendar os mistérios envolvendo Linda Gray. E temos ainda Mike, um garotinho de 10 anos que tem um dom especial (digo, além da capacidade de cativar o leitor), e uma doença grave.

"E está, pensei. Lembrando de quando meu pai me ensinara a soltar pipa no parque da cidade. Eu tinha a idade de Mike, mas pernas boas sobre as quais ficar de pé. Enquanto estiver lá em cima, onde deve estar, ela está viva."

No que diz respeito ao mistério envolvendo o assassinato da Linda Gray, devo dizer que não existe aquela investigação irreal, que apresenta conclusões milagrosas em cima de pouca, ou nenhuma, informação. E eu adorei esse aspecto da narrativa em particular. Aliás, esse é o segundo livro do autor que leio e a única coisa na qual consigo pensar é: “Porque não li as obras do autor antes?”. 

Agora, será que esse livro tem romance? Mais ou menos. Dev está com o coração partido depois de ver seu primeiro amor chegando ao fim, e, sabemos que o primeiro amor nunca é fácil de esquecer. E esse foi outro ponto do livro que me agradou muito: conhecer o ponto de vista de um personagem masculino, criado por um autor que é homem, sobre relacionamentos amorosos e a visão que os homens têm das mulheres.



Quanto à edição física, gostei bastante da capa, que está condizente com o conteúdo e dá até umas dicas acerca do conteúdo. A capa tem orelhas e o miolo do livro não deixa a desejar: as páginas são de boa qualidade, as letras e espaçamentos têm tamanhos muito bons mesmo, o livro todo é muito bem dividido, de forma a deixar a leitura ainda mais rápida. Resumindo: é uma excelente aquisição para exibir na estante.

Não sei se eu enquadraria esse livro especificamente no gênero terror, acho que está mais para drama, envolvendo mistérios com uma pegada sobrenatural. Indico esse livro para todos, sem restrições. Nunca leu um livro do autor e quer começar agora? Joyland é uma boa pedida. Tem interesse por enredos envolvendo uma dose de terror, mas se considera uma pessoa muito medrosa? Joyland é ótimo para introduzir o leitor nesse mundo sem maiores traumas. Gosta de tramas tocantes e comoventes com uma pitada de drama? Opa, você vai adorar Joyland. Enfim, acho que é um dos poucos livros que já li passível de agradar a todos os públicos. 

Espero que tenham gostado da dica.
Fiquem de olho que logo tem mais!

15 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Caramba, esse livro parece ser simplesmente sensacional! Amei tua resenha e fiquei muito curiosa pra realizar a leitura, principalmente porque agora sei que não vou morrer de medo, hahaha.

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  2. Olá, tudo bem?
    Os livros do King tem muitas opiniões positivas e não aconteceu diferente aqui, eu li um pouco de Cemitério mas acabei parando pois tinhas leituras mais importantes.
    Fiquei mega curiosa com a história, pena que geralmente os livros desse autor são caros :(

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  3. Bom, eu sou super medrosa... hahahaha... não leio muito terror não... ainda bem que você avisou que este livro pega leve, então dá para ler... anotado na lista de leitura!

    https://diariodemaeleitora.blogspot.com.br/

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  4. Olá, tudo bom?

    Eu ainda não li nenhuma obra do King, apesar de ter uns livros dele na minha estante. Eu não sou uma fã do gênero, mas queria ler um trabalho do mestre (e é legal saber de sua genialidade e que ele não tem esse título a toa). Esse é um dos que eu estava mais ansiosa para ler, mas também estava com medo de começar a leitura, rs.
    Achei bem legal a premissa de um fantasma no trem fantasma e de que, apesar de ser de terror, não é tão assustador assim. Além disso, é diferente ter um personagem masculino escrito por um homem e, com isso, entendermos um pouco sobre o que eles pensam de nós, mulheres. Lógico que isso, somado com as outras características citadas - como ótimos personagens e narrativa -, só faz com que eu me pergunte também porque eu ainda não li nada dele, rs.
    Enfim, estou ansiosa para ler e a sua resenha maravilhosa só me animou ainda mais. Obrigada pela indicação ;)
    Abraços.

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  5. Eu sei que muita gente ama Stephen King e tenho certeza que seus livros são muito bons, porém não é um gênero que me atrai, mesmo você falando que esse está mais para drama que para terror. Mas acho legal ler suas impressões sobre a leitura.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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  6. oii tudo bem ?

    estou com tanta vontade de ler Stephen mais confesso que tenho um pouco de medo kkk toda vez que vejo esse livro me bate uma curiosidade irei comprar o livro pra ler.

    bjss

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  7. Não li muitos livros do Stephen King mas os que li, amei demais da conta. esse aqui é um dos que quero e sua resenha me deixou curiosa e aflita por mais informações.
    Meu Amor Pelos Livros
    Beijos

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  8. Olá!
    Adoro quando vejo entre os favoritos alguma indicação do King.
    Ainda não li essa história mais fiquei bem curiosa sobre o desenrolar da trama.
    Quero realizar em breve essa leitura.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  9. Olá!
    Ainda não conheço a escrita do Stephen King, mas fiquei com muita vontade de ler esse livro. A premissa inclui tudo que mais gosto de ler.
    Confesso que essa capa me causa um certo desconforto rsrsrs

    Abraço!

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  10. Oii!!
    Eu também sou dessas que não gosta de ler livros de terror, gostei de saber que esse livro do autor não é tão terror assim kkkk. Eu li Misery dele, e odiei... Não gostei, fiquei muito tensa com a leitura. Vou tentar fazer essa leitura, acredito que já que a história relata várias épocas da vida do personagem, a leitura fica mais leve.
    Beijos

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  11. Oi, Bárbara! Bom saber que esse livro não é tão assustador quanto os demais livros do autor! rsrs Estou criando coragem pra começar a ler King, acho que esse seria uma boa pedida.
    Bjos!
    Lucy - Por essas páginas

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  12. Ainda não li Stephen,apesar de ter muita curiosidade - estou criando coragem - Haha
    Adorei conhecer mais sobre a obra e saber que não tem tanto terror,porque esse é o meu maior medo ao me entregar ao gênero assim como você. Haha
    Sua resenha ficou ótima. Beijos <3

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  13. Oi tudo bem? Li esse livro e ele foi a primeira resenha do meu blog. Pensa na dificuldade que eu tive em falar dele? Quase impossível falar dele sem dar spoiler rs. Mas é um dos livros do King que eu mais gosto, e não pelo estória em si, mas sim pelo lugar aonde o livro foi ambientado.
    ótima resenha
    Bjs

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  14. Oi!
    Eu morro de vontade de começar a ler os livros do King, e já me indicaram começar por esse porque o terror é bem mais leve, dá pra pegar o estilo de escrita dele e se aventurar nesse mistério surpreendente.
    Espero lê-lo um dia

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  15. Barbara, eu sou o tipo de criatura que teme o gênero terror, mas se você está afirmando que conseguirei ler sem perder o sono, talvez... só talvez eu leia.

    Bjos
    Tânia Bueno

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