03 outubro 2017

[Mês do Terror] Resenha: Drácula - Por Bram Stoker



Título: Drácula
Autor (a): Bram Stoker
Páginas: 370
Editora: Nova Cultural
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Compre: Amazon || Saraiva || Submarino

Sinopse: Drácula, é uma história de vampiros e lobisomens; de criaturas que estando mortas permanecem vivas. É também uma história de pessoas corajosas que se lançam à destruição de uma insólita e maléfica ameaça. Como quer que seja, permanece intacta nestas páginas a mesma emoção de milhões de leitores e espectadores que penetraram na história que se inicia num castelo desolado nas sombrias florestas da Transilvânia. Lá, um jovem inglês é mantido em cativeiro, à espera de um destino terrível. Longe dele, na Inglaterra, uma bela jovem é atacada por uma doença misteriosa que parece extrair o sangue de suas veias. Por trás de tudo, a força sinistra que ameaça suas vidas: Conde Drácula, o vampiro vindo do fundo dos séculos.¹

Jonathan Harker, um jovem corretor inglês, recebe uma inusitada missão de seu chefe: ser o intermediário entre a Transilvânia e a Inglaterra em uma compra realizada por um nobre daquele insólito local: o Conde Drácula.

Um homem já idoso, de ascendência nobre, educado e com um excelente inglês embora com algo de acento romeno, ele parece inofensivo, até amável, à primeira vista. Se não fosse por um par de lábios muito vermelhos encimados por um branco e grande bigode e por suas presas quase saltitantes, além de longas unhas cortadas em ponta e um hálito sinceramente repugnante. Com o decorrer de sua estadia no castelo do conde, Harker, entretanto, descobre um sinistro segredo detrás daquelas paredes arruinadas.

Segredo esse que porá em risco a vida de muitos por um objetivo que só será descoberto tarde demais. Mas antes que realmente seja tarde, Harker se unirá, junto a sua amada esposa Mina, a um grupo de corajosos homens para enfrentar Drácula. Batalha da qual eles podem sair feridos ou até mortos.

Um romance de 1897 ainda hoje chama atenção mesmo todo mundo conhecendo a trama de cor e salteado mesmo nunca tendo lido o livro. Afinal, quem até hoje não ouviu falar do grande “rei dos vampiros”, Drácula? Se nunca ouviu, siga em frente com a leitura da resenha. Se ouviu, mas não leu o livro, acredite, você vai se interessar por ele quando chegar ao fim desse texto.






Drácula, publicado em 26 de maio de 1897, ou seja, há 120 anos, não é um livro para exatamente qualquer leitor, ainda mais quando as coisas mudaram muito em todos esses anos. Por que?



É um livro longo (as edições variam entre 370 e 500 páginas, dependendo da editora e da brochura) embora não muito complicado, porém, é preciso ter paciência com alguns pontos que hoje não são tão atraentes para os leitores apesar de eu particularmente gostar. Quais seriam eles?

“A população da Transilvânia é formada por quatro nacionalidades distintas: ao sul, os saxões, aos quais se misturam também os valáquios, que são descendentes dos dácios. A oeste encontram-se os magiares e, finalmente, nas regiões norte e leste, os tchecos. Estou me dirigindo justamente à região habitada por esses últimos, os quais alegam ser descendentes de Átila e os hunos. Talvez haja uma certa verdade nessa pretensão pois, quando os magiares conquistaram o país, ainda no decorrer do século XI, já encontraram esse povo ali fixado. Lembro-me de ter lido a afirmação de que todas as superstições existentes neste mundo se concentram na ferradura dos Cárpatos, como se esse ponto representasse o centro do vórtice das mais férteis imaginações. Se essa suposição corresponder à verdade, então minha permanência em tal ambiente se tornará sumamente interessante. (Lembrete: preciso perguntar ao conde tudo sobre essa teoria.) – Pág. 10.”

A narrativa em forma de cartas, diários, reportagens, mensagens taquigráficas e outras formas de comunicação usadas na época que às vezes pode dar aquela cansada básica em quem está lendo. Porém, é justamente isso a tornar o livro tão rico no quesito narrativa, pois conhecemos o ponto de vista do Dr. John (Jack) Seward, de Jonathan Harker e sua noiva, depois esposa, Wilhelmina Murray (Harker), carinhosamente chamada de Mina, além de um único capítulo do diário de Lucy Westenra, melhor amiga dela, vitimada durante a trama. Sei que soa como spoiler, mas duvido alguém não saber disso. Ademais, essa cena dificilmente não aparece nas adaptações cinematográficas e teatrais do livro. Ainda, a narração dos fatos reforça a sobrenaturalidade da trama embora eles só venham a descobri-la na metade do livro, o que acho uma sacada genial não importa quantas vezes eu releia. (Até hoje foram quatro.) Além, é claro, de ser impossível não admirar a extensa pesquisa feita por Stoker para dar maior veracidade à história.


Apesar de termos apenas esses pontos de vista, eles conseguem passar os sentimentos de outros personagens do livro, como o professor Abraham Van Helsing, o responsável por revelar a nefanda verdade aos outros personagens e Arthur Holmwood, o noivo de Lucy e um dos que se vê forçado pelas circunstâncias a acreditar que há coisas além da compreensão humana.

“Hoje o dia está e, enquanto escrevo, o sol se oculta por trás de espessas nuvens – cúmulos-nimbus – bem acima de Ketlleness. Tudo se acha impregnado do mesmo tom acinzentado, exceto a relva verdejante, que mais parece uma faiscante esmeralda em meio à ausência de cor.
São cinzentos os rochedos e as nuvens, ainda aureoladas pelos raios solares e suspensas sobre as vagas de um mar também cinzento e que, por sua vez, vai se confundir com os cinzentos recortes arenosos das pontas litorâneas. As ondas rolam incessantemente sobre os baixios e recifes com estrondoso fragor, que parece ficar abafado pela névoa vinda do quebra-mar.” – Pág. 81.”

Sendo essa a parte que mostra, com um bom número de descrições e diálogos muito interessantes entre Helsing e Seward, o contraste entre a crença no sobrenatural e o avanço da ciência que torna possível desmistificar alguns fenômenos que muito antigamente as pessoas tratavam por eventos sobrenaturais. Sendo um exemplo justamente o mito do vampiro, meu tema de TCC em 2011. Apenas pensem, baseados no que escrevi há pouco: e se fossem vocês que estivessem nessa situação, como agiriam? Se soubessem que alguém amado por vocês está virando um monstro chupador de sangue, o que fariam?


No caso de Drácula, os personagens não pensam duas vezes em exterminar Lucy por mais que a adorem, porém, estamos falando de um livro produzido ainda na Era Vitoriana, onde imperava um código moral hoje considerado um absurdo inacreditável. Ou seja, a antes pura e casta senhorita Westenra agora era um ser maligno e luxurioso cuja existência era uma afronta aos princípios da natureza (isso soa familiar?), assim como o vampiro Drácula o é.

“Todos têm sido tão gentis comigo! Sem sombra de dúvida, o prof. Van Helsing já me conquistou! Não consigo entender, porém, porque as flores lhe provocaram tamanha ansiedade. No entanto, algum motivo deve existir, pois desde então elas já transmitem uma sensação de conforto e tranquilidade. Sinto que não terei mais medo de ficar sozinha à noite. Poderei me recolher para dormir, sem nenhum temor. O impacto das asas de encontro a minha janela já não me assusta. Ah, finalmente darei um fim à interminável luta que travava contra o sono. Adeus agonia provocada pela insônia e o sofrimento causado pelos infindáveis fantasmas da imaginação. – Pág. 139.”

O personagem título, sem mentira alguma, é o grande vilão da história e podem ter feito todas as adaptações possíveis e imagináveis, que isso não vai mudar, na essência. O Conde Drácula é maligno, manipulador, inescrupuloso e não hesita em prejudicar meio mundo em nome daquilo que deseja: saciar sua sede de sangue em um local cheio de potenciais vítimas. No entanto, ele sofre do mal da soberba e isso pode custar a ele um preço bem alto, pois por mais que ele possa ter o luxo de viver muito e esperar, isso não quer dizer que a humanidade, no caso, os protagonistas humanos do livro, sejam tolos o suficiente para ficar parados esperando acontecer o pior.

“Com sua chave de fenda, o professor removeu a tampa do caixão. Atento a cada movimento e muito pálido, Arthur observava tudo silenciosamente. Assim que a tampa foi retirada, ele deu um passo à frente. Evidentemente não sabia da existência de um invólucro de chumbo ou talvez não tivesse pensado sobre esse detalhe. Ao ver o extenso rasgo aberto na lâmina do revestimento, uma onda de sangue subiu-lhe ao rosto, mas foi apenas uma reação passageira, seguida por uma lividez quase irreal. A despeito de tudo, continuou calado. Van Helsing afastou a parte solta do invólucro. Todos nós olhamos e retrocedemos.
A urna estava vazia! – Pág 207.”

Ainda, pelo menos mais um ponto pode incomodar muita gente: o quase nenhum desenvolvimento de personagem. O que sabemos de cada um deles, até mesmo do vampiro, no caso, as backstories, são informações esparsas, ainda que não de modo aleatório embora eu me obrigue a reconhecer que houve uma evolução durante a trama, pois todo mundo se vê mudando para algo melhor depois da inacreditável série de eventos. Embora a mentalidade vitoriana se faça muito presente nas atitudes dos personagens, no que destaco algumas cenas de interação entre Lucy e seus “pretendentes”, o que pode incomodar muita gente, já que, se vocês pesquisarem mais a fundo, verão nela muitos pensamentos bem preconceituosos, especialmente contra os costumes “bárbaros” dos estrangeiros e a imensa dedicação à preservação da pureza das moças. Se bem que muita coisa ainda hoje não mudou.

“O professor girou a maçaneta, mas a porta não cedeu. Todos nos lançamos contra ela, que se escancarou em um estrondo, e quase caímos no meio do quarto. Van Helsing chegou a cair, pois o vi tentando levantar-se. A cena a minha frente me deixou paralisado. Senti meus cabelos se arrepiarem e meu coração quase parar.
O luar estava tão forte que clareava o ambiente, apesar das venezianas amarelas. Estendido na cama junto à janela, dormia Jonathan, com o rosto congestionando e respirando ruidosamente, como em pleno estupor. E perto dele, de frente para a janela, via-se a figura alva de sua mulher. Em pé, ao lado de Mina, havia um homem alto e magro, trajando vestes negras. Seu rosto permanecia de perfil para nós, mas o reconhecemos de imediato, era o conde... em todos os detalhes, inclusive a cicatriz que desfigurava sua testa. – Pág 275.”

Apesar de todas as controvérsias que podem ser despertadas, Drácula permanece um grande clássico e dificilmente cairá no esquecimento, ainda mais quando edições novíssimas em folha apareceram ainda ano passado. A minha, que aparece nas fotos, é da Nova Cultural, de 2002, considerada por muitos uma das melhores traduções feitas do original até hoje. Apesar da fonte pequena e folhas brancas (um problema para quem usa óculos ou tem vista cansada) e da diagramação simples, apesar de um único errinho de revisão, a brochura de livro antigo é um charme e com certeza pode ser considerado um produto de ótima qualidade.

Não apenas um produto, sendo absolutamente sincera. Um excelente livro, seja pela descrição fidedigna da Era Vitoriana, seja pela história do vampiro Drácula ou pelo modo como introduziu o vampiro em definitivo no rol da literatura fantástica. Por isso, muito recomendado.


1: Adaptação feita pela resenhista em razão de uma pequena incongruência em uma das informações.

26 comentários:

  1. Olá!
    Já tive oportunidade de ler Drácula e gostei bastante da história original, acho, dos vampiros.
    É uma leitura que a gente estranha no começo porque tem aquela pegada clássica, que as vezes e cansativa. Mas o mistério e tudo ali são tão excepcionais que vale a experiência. Também acho interessante ser divido em cartas/diários. Foi algo inesperado quando li, já que achei que era um texto corrido.
    Espero que tenha sido uma leitura bem interessante para você, como foi para mim.
    Bj

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  2. Oi Re,
    Então, não tive a oportunidade de ler a obra clássica ainda mas conheço a história e já vi as adaptações.Sobre a leitura pelos quotes que você colocou consegui ver que realmente não é para qualquer tipo de leitor, eu particularmente gosto de saber da história então acredito que ia curtir. Gostei também de ver Van Helsing no livro não sabia exatamente qual era o seu "relacionamento" com o Drácula. Acho só que se tivessemos alguns capítulos com a visão do "monstro" eu iria curtir mais,mas é um clássico certo e quem sou eu para falar de algo diferente. Gostei da dica.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    leiturakriativa.blogspot.com

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  3. Acho que esse desenvolvimento raso dos personagens me incomodariam bastante, mas ainda assim, quero muito ler e ter essa edição linda na estante.
    Valeu pela resenha, está completinha!!!
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  4. Oi Ré
    bom você sabe que assim como tu esse é o livro preferido da minha vida. Aquele que eu vou carregar sempre no medi coração e que fez eu me apaixonar tanto e intensamente pelos vampiros.
    Amo demais.
    bj

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  5. Amei sua resenha, sério. A maioria das resenhas de livro que leio se limitam a contar um resumo do enredo e dar sua opinião acerca da obra, mas você foi bem além disso; descreve o porquê é uma leitura mais difícil para os leitors de hoje, explica as vatanges do formado epistolar e as dificuldaes que podem surgir, fala como (apesar das diversas aspatações) o Drácula é um monstro em todos os sentidos da palavra, fundamenta bem suas opiniões e prazer de ler um clássico desses...

    Só posso aplaudir de pé, clap clap clap, espero que quando crescer eu escreva tão bem assim.

    Parabéns, parabéns!

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  6. Oi. :)
    Sou apaixonada por essa estória, sendo que tem que ser de Bram Stoker pra ser o Drácula perfeito.
    Adoro o filme e o livro, tenho os dois, mas o livro ainda não consegui ler rs. É capa dura também, mas é outra diagramação. Achei essa sua linda, pq parece livro velho sabe? Aqueles livros que ficam na estante por milhares de anos e só ficam ainda mais lindos. Adorei esse!
    Adorei a resenha flor, parabéns.
    Blog As Meninas Que Leem Livros - Lauri Brandão

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  7. Olá! Por mais que tenha gostado da ideia de ter formas de texto diferentes dentro do livro, concordo que enriquece mais ainda a leitura, porém não é meu estilo de leitura. A edição pelas fotos está linda, acho que daria de presente. Dica anotada, bjs Tell me a Book

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  8. Oi, Renata!
    [essa edição é linda!] Ah Dracula... com certeza um clássico e leitura obrigatória para quem curte vampiros, lembro que li numa disciplina no começo da graduação é foi um abrir de olhos para mim. O estilo da escrita é um evento a parte também né? é realmente uma obra prima :3
    Beijos!

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  9. Ainda não embarquei nesse desafio de ler Drácula, embora eu já tenha o livro.
    Sou mega curiosa e ler sua resenha deu aquele levante que eu precisava!
    Clássico é sempre um clássico e eu adoro os filmes de Drácula.
    Sua edição é realmente muito linda!
    Parabéns pela resenha!!

    Beijinhos!

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com

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  10. Olá Renata, tudo bom?
    Sou bem curiosa para conferir esse livro. Não sabia sobre essa narrativa diferenciada mas acredito que vá me agradar muito, principalmente por termos vários pontos de vista que nos dão a dimensão completa da história. Não sabia desse quase nenhum desenvolvimento do personagem mas fiquei bem curiosa para ver como isso funciona.
    Espero poder conferir esse livro em breve e gostar tanto quanto você.
    Ótima resenha!
    Beijos

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  11. Olá, tudo bem?

    Amo a história inventada por Bram. Assim como tenho fascinação por Mary Shelley. Não são obras para qualquer leitor. Quem está acostumado com gírias, leitura rápida, palavrões e nada de conteúdo vai estranhar com certeza.
    Quando opto por entrar em um livro de uma época distante da minha tento ao máximo me despir de conceitos atuais, encarando a narrativa pelo viés da época em que foi escrita. Isso ajuda a não julgar a obra ou os autores.

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  12. Olá!
    Esse livro é um clássico, mas eu nunca senti vontade de conhecê-lo. Acho que a leitura seria arrastada, pois não gosto de muita descrição em uma narrativa, prefiro os diálogos.
    Achei essa edição muito bonita e também gostei dos pontos que você levantou na resenha.
    Ainda não tive a oportunidade de ler uma obra que se passa na Era Vitoriana.

    Abraço!

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  13. Estou com um exemplar igual o seu aqui na estante e confesso que ainda não tive tempo de ler, mas sua resenha acabou me estimulando e já tirei ele pra entrar na fila. srsrsr

    Bjs
    Suka
    http://www.suka-p.blogspot.com.br

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  14. Oie!!
    Meu Deus que resenha mais rica em detalhes e argumentos... Sem dúvidas esse é um clássico e apesar de todos os defeitos ou argumentos usados nunca será caido no esquecimento.
    Não vou falar que é o tipo de livro que eu leria, porque eu sou muito medrosa, mas sem duvidas é algo que merece destaque na nossa literatura e eu adorei a sua resenha.

    beijos
    Livros & Tal

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  15. Olá, tudo bem? Realmente tenho que concordar que é um grande clássico e não é para todos. Apesar de sempre ser mega curiosa, tenho ainda um pé atrás em iniciá-lo justamente por achar cansativo essa mistura de informações iniciais. Espero que um dia eu consiga ler ele <3 Ótima resenha e ah sua edição é LINDA!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  16. Olá, tudo bom?

    Diferentemente de você, eu ainda não li o Drácula. Apesar de ser uma história clássica e conhecê-la através de suas adaptações, ainda não tive a oportunidade de ler o original. A maior parte se deve ao medo e receio de não gostar. Apesar de gostar da premissa, ler um clássico é algo trabalhoso. Pelo que você detalhou, deve-se ter paciência para ler e se inserir na história, para não perder nada em meio a linguagem utilizada.
    Mas temos que parabenizar o Bram por toda a sua pesquisa e por ter criado uma obra que ultrapassou gerações (e continuará por muitos anos), servindo de bases para outras histórias.
    Fico pensando o que eu faria se descobrisse que alguém que eu amo está virando um vampiro... Acredito que tentaria ajudar, ser compreensiva (dizem que os leitores são os melhores nesse quesito), mas ainda teria medo pela minha própria segurança e a de outras pessoas. Logicamente não mataria a pessoa, como acontece no livro.
    É uma pena que os personagens não sejam muito desenvolvidos, esse é um ponto que eu considero muito ao ler um livro. Porém, quem sabe, um dia eu dê uma chance a essa obra?

    Enfim, obrigada pela dica, gostei muito da sua resenha :)
    Abraços.

    https://instantesmemoraveis.blogspot.com.br/

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  17. Oiee Renata, tudo bem? Que resenha mara!! Adorei saber sua opinião sobre esse livro. E que edição mais linda! Eu nunca li Drácula, mas quero MUITO fazer isso já há bastante tempo. Agora estou aguardando a oportunidade de pegar o exemplar para ler, finalmente. Espero gostar bastante também :D
    Beijos

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  18. Oi gente! Tudo bem?
    Muito grata por todos os comentários até agora recebidos! Saibam que é por amor que faço isso e porque acredito que os melhores livros devem chegar ao máximo de público!
    Abraços e beijos da Lady Trotsky...
    http://rillismo.com

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  19. Olá! Apesar de eu já ter ouvido falar da obra, eu nunca me interessei em lê-lo. Se quem eu amo virasse um chupador de sangue eu estaria imensamente assustada e temerosa, mas não acredito que correria sem antes saber como seria tudo. Enfim, gostei bastante do post, talvez eu até mesmo leia a obra dessa vez ❤️

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  20. Olá!

    eu já me deparei com esse livro algumas vezes e fico com vergonha de dizer que por ter alguns problemas com clássicos, a linguagem não me prende e eu acho muito cansativa, tenho planos de começar com Jane e ir me acostumando, mesmo assim acho que eu sou a parcela da população para quem esse livro não funcionaria. De qualquer forma adorei saber a sua opinião sobre ele e essa edição é linda de morrer, parabéns pela resenha maravilhosa.

    Beijos

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  21. Oi, Re

    Não duvido que essa característica da narrativa torne o livro mais rico, mas esse e outros pontos que você ressaltou - que aliás não é a primeira vez que eu leio sobre isso - e o fato das descrições e a superficialidade dos personagens.
    Um clássico sempre será um clássico, mesmo com ressalvas, mas nesse caso eu prefiro ficar nas adaptações cinematográficas mesmo! Rss
    Ótima resenha!

    Beijocas

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  22. Eu já curto mais este estilo de escrita porque sai do conceito habitual e entra em um estilo mais antigo mesmo e eu gosto da narrativa apesar de não ter lido muitos livros estrangeiros antigos, porque prefiro nacionais. Mesmo assim acho que este eu gostaria, porque desta época eu amo mais,

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  23. Olá!
    Essa edição está linda demais, fiquei babando aqui! O Drácula é uma estória que eu sempre quis ler mas nunca tive oportunidade. Apesar de já ter visto alguns filmes a respeito, se tivesse que escolher entre uma edição para ter em casa com certeza seria essa! Acho que não teria problemas com a linguagem antiga, até porque é uma característica da obra.

    Beijinhos!

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  24. Oi!
    Eu nunca li nenhum classico que originou grandes histórias como Drácula ou Frankstein, mas morro de vontade.
    Essa edição é maravilhosa, e mesmo que o texto seja talvez um pouco cansativo por ser mais descritivo, acredito que isso também deva ser encantador de ler e ver todos esses detalhes daquela época.
    Com certeza é um livro que ainda quero ler

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  25. Olá,

    Sou muito curiosa em relação a essa história, porém não me dou muito bem com clássicos, todos que tentei ler, acabei abandonando. Só que gosto muito de vampiros e falam super bem dessa obra, por isso tenho esperanças de que irei conseguir finaliza-lo, o problema é só conseguir concilia-lo com tantas leituras que estou fazendo haha.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

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  26. Olá!
    Eu sou muito afim de ler esse livro. Eu conheço a história do Conde Drácula, de varias adaptações e ele acabou sendo o meu modelo de vampiro e são história onde os vampiros são como ele, ou que possui características como as dele, que me chamam atenção, sem querer desmerecer os vampiros dos livros juvenis. Eu concordo que essa leitura não seja para qualquer um, por causa da escrita que deve ser bem diferente, porém também acredito que seja uma questão de costume.
    Beijos,
    Nay
    Traveling Between Pages

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