24 outubro 2017

[Entrevista com...] Babi A. Sette



Nos tempos recentes, o mercado editorial tem aberto cada vez mais as portas para os autores de variados gêneros, idades e etnias. Encontramos publicações para todos os gostos e idades, indo desde os romances, passando  por dramas, suspenses, até chegar nos livros mais apimentados. E, esse mercado crescente também tem aberto como nunca visto antes as portas para autores nacionais. Pessoas que antes viviam no anonimato e que tinham, assim como boa parte de nós, leitores, o sonho de escrever suas próprias histórias agora podem sonhar e realizar esse grande desejo através de sua competência, trabalho árduo e muita persistência.

Dentre essas pessoas, está Gabriela. Uma mulher de trinta e nove anos, baixa estatura, feições delicadas, dona de um sorriso cativante e uma espontaneidade admirável. Dentre suas primeiras leituras? ...E o vento levou, aos doze anos de idade, obra que a fez se apaixonar pelos cenários históricos. Talvez, você não a conheça. Eu também não a reconheceria como Gabriela. Mas, certamente, todos saberão quem ela é ao ser mencionado o nome com o qual ela assina suas obras: Babi A. Sette.


Certamente, desde o seu primeiro lançamento, Babi já vivenciou momentos memoráveis em sua carreira. Mas, um destes foi em 2 de setembro de 2017. O início foi às onze horas da manhã, e o cenário era a bienal do livro no rio de janeiro. Ansiosa e talvez apreensiva por mais um grande encontro com os fãs,  Babi estava lá para lançar seu livro mais recente. O clima no local do evento  era eletrizante. Vozes, sotaques e rostos se misturavam na multidão que esperavam o início da tão aguardada sessão de autógrafos. Alguns, haviam vindo de longe. Outros, eram da própria cidade do Rio de janeiro e se sentiam exultantes por ter sua querida escritora ali. A emoção dominava a todos, pois para grandes leitores, o prazer de conhecer aquele a quem deu vida a seus personagens favoritos é inexplicável. E foi assim que com mãos cansadas de tantas assinaturas, infinitas fotos e um sorriso permanente no rosto Babi recebeu a todos que estavam ali, tratando-os com o mesmo carinho e amor que esses mesmos fãs lhe dedicavam, chamando-os por seus próprios nomes, lembrando-se de conversas anteriores com eles pela internet, e até mesmo escrevendo dedicatórias especiais nos livros autografados.

Esse é o jeito de Babi. Simpática, com aspecto de boneca ou de fada, segundo o que descrevem os fãs, e muito amiga, ela não se limitou a encontrar seus leitores na sessão de autógrafos. Mais tarde, combinou com leitoras que compõem um grupo no Whatsapp de fãs da Babi, para que elas se encontrassem. Mais uma vez foi emocionante. Era um gramado, e quem olhasse de longe, apenas via uma mulher com roupa de fada e um cérebro genial sentada em cima de uma mala de livros. Aquela era Babi. E mais uma vez, o encontro que teve com aqueles que se dispuseram a sentar-se com ela lá foi memorável. A autora passou horas imersa com eles apenas em um bate-papo descontraído e destrinchando novidades, ouvindo relatos do que seus personagens faziam as pessoas sentirem e dividindo um pouco de seu mundo com aqueles que amam o seu trabalho.


Babi surgiu no mercado nacional em 2014. Com uma obra que trazia um romance contemporâneo, que aborda a história de Francesca, uma mulher que se propõe a ler para pacientes em coma, e, sem esperar se apaixona por um deles, ela chegou impactando, deixando os leitores "Entre o amor e o silêncio". Mas, ela arrebatou realmente os fãs um pouco mais tarde. Foi exatamente em 2015 , com o lançamento de seu romance de época que a colocaria na boca do público, e que faria com que este mesmo público enchesse sua caixa de entrada de pedidos para mais um livro. Ela traria, nessa data o romance de época A promessa da Rosa, e com ele, Babi mostraria que ela era uma grande promessa da literatura nacional, e mostrava também que ela  cumpria o que viera para fazer: emocionar e tocar seus leitores.

Trazendo uma trama que se passa no século XIX, um duque e uma mulher que se apaixona por ele, e um milhão de empecilhos no caminho deles, Babi levou, em A promessa da rosa, os leitores a sorrirem, chorarem e a ficarem com seus corações apertados, e, ao final, também deixou alguns deles lamentando pelo término inesperado, tanto que anos depois, a autora lançaria na Amazon, plataforma independente, um conto intitulado A sombra da rosa, com o intuito de retirar “a sombra” que pairava sobre o final do livro anterior e para deixar seus leitores lembrarem-se dessa história com um sorriso no rosto, como ela gosta de fazer em suas obras.


Mas, voltando um pouco antes no tempo, após o sucesso que foi A promessa da rosa, Babi mais uma vez mostrou o seu despertar enquanto escritora. Assim, ela lançaria em 2016 O despertar do lírio, uma história linda, instigante, com aspecto de conto de fadas,  e que mais uma vez veio para conquistar e arrebatar seus fãs,.

Ainda nesse ano de 2016, Babi trouxe para os leitores mais um livro, dessa vez, publicado de forma independente pela plataforma Amazon. O enredo era contemporâneo, o que destoava de seus dois últimos livros, que foram romances de época, e nele, ela abordou a história de Nicole, uma bailarina que tinha um único e grande sonho: fazer sucesso com aquilo que amava, a dança, e também, desejava ardentemente interpretar Aurora, um importante papel no balé. Com esse livro, Babi teceu as palavras com uma delicadeza impressionante. Fez com que elas dançassem em vários ritmos perante os olhos do leitor atento, assim como a protagonista, e levou os leitores aos risos e às lágrimas, com o personagem principal, Daniel, um maestro atormentado pela dor de um segredo doloroso.

E, como uma coisa puxa a outra, e quando ouvimos falar de alguém de uma família, também queremos conhecer todos os outros membros, Babi posteriormente trouxe uma obra tão intensa, cujo resultado óbvio, é o de que os  leitores não a esqueçam por muito tempo. seria ela então o seu livro mais recente: não me esqueças, que traz como cenário a Escócia, local que a autora visitou para suas pesquisas, e também como protagonistas Lizzie (filha do casal de a promessa da rosa) e Gareth, seu pretendente cheio de dores e de amor para dar.

Seja transitando entre o passado ou o presente, criando personagens mais jovens ou mais maduros, o fato é que Babi consegue cativar seus leitores. Uma grande prova disso é o seu livro Não me esqueças, estar dentre os mais vendidos do Grupo editorial record na bienal. Sua escrita clara, cativante, que faz com que o leitor se imagine nos cenários descritos, ao mesmo tempo em que cria personagens bastante humanos, tanto que suas leitoras destacam que "Os homens escritos por Babi são diferentes e raros, pois eles também choram", compõem um quadro quase irresistível. Aliado a isso, quem resolver iniciar os livros de Babi pode saber que a viagem na leitura poderá ser como estar em uma montanha russa, e ela pode fazer com que seus personagens passem por algumas dificuldades no caminho, mas pode-se esperar um final feliz sempre, pois segundo a autora, é disso que ela gosta.


Perante tudo o que foi apresentado, a vontade de conhecer mais sobre a autora, seu trabalho e seus leitores através de suas próprias palavras se torna imensa. É assim que a seguir, segue uma entrevista que Babi concedeu, de forma muito simpática e disponível,  ao Rillismo. A nossa conversa durou muitos minutos, enquanto ela me relatava, com emoção vários fatos de sua carreira. Confesso que também me emocionei. E ao final, mesmo com um resultado que se tornou maior do que esperado, não tive coragem de cortar nenhuma das questões dessa entrevista, pois senti que com ela pude conhecer a fundo A Babi com toda a sua simpatia, e pude perceber o quanto ela é uma  escritora incrível e uma pessoa ainda mais maravilhosa. Então, só torço para que você permaneça até o final conosco, e que ao término desse post se sinta tocado e que goste de ter lido, tanto quanto eu amei tê-lo elaborado.

Além disso, após as respostas de Babi, também poderemos conhecer um pouco do outro lado do espelho, pois encontraremos algumas palavras que os fãs disseram sobre a autora.
Então, sem mais demoras, vem comigo embarcar nessa viagem!




Tamara: Quem é a Babi a. Sette, enquanto pessoa? Como ela é, suas características, gostos, sonhos?

Babi: Eu sempre tenho alguma dificuldade em responder quem eu sou, porque... risos. acho que todos nós, seres humanos somos cheios de muitas personalidades, muitas características, muitas vontades e muitos sonhos, e nós nos movemos por muitas coisas diferentes ao mesmo tempo, e se eu penso em me definir de algum jeito, quando imagino que isso é possível, sempre reflito que sou uma pessoa que está sempre buscando algo a mais, seja em conhecimento ou experiências que acrescentam alguma coisa. Acho que sou alguém que vive as coisas muito intensamente, pois sou uma pessoa intensa, mas ao mesmo tempo sou tranquila, pois costumo não me preocupar muito com as coisas, problemas... É claro, eu também tenho meus estresses, meus momentos e tenho as minhas neuras, como qualquer pessoa,
    Quanto a sonhos, eu ainda gostaria de ter uma experiência de morar fora do Brasil, e quem sabe estudar lá fora, e sonho em ter algum livro publicado em outra língua.


Tamara: E a babi enquanto escritora? Quem é ela? quais suas manias, desejos, anseios? Como funciona o seu processo criativo e sua rotina?  Você possui uma organização de escrever início, meio e fim, ou apenas deixa fluir?

Babi: Como escritora eu estou vivendo uma fase assim... bem nova, de uma busca interna e de um reencontro com as origens, no sentido de ver aquilo que me levou a escrever, pois isso é um amor muito grande pelo processo criativo, pelo processo da escrita. Não que eu tenha perdido esse amor, mas o que eu percebi é que com o passar dos anos (fazem quatro anos que eu escrevo, quase cinco, na verdade, embora seja publicada há três), a gente vai se reinventando, como em tudo na vida (pelo menos eu estou sempre mudando a maneira de olhar e perceber as coisas a minha volta), e essa reinvenção em relação a minha escrita, que é algo que acredito que vai acontecer para sempre, me faz nesse momento buscar algo bem visceral do que realmente me moveu lá no começo quando comecei realmente a escrever romances, e como eu me sentia enquanto eu escrevia lá atrás e da forma como eu escrevia. No momento, eu estou relendo o segundo livro que escrevi, e que não foi publicado, e apesar de ter feito essa experiência há algum tempo atrás (há mais de um ano ou dois), está sendo diferente agora, e eu estou reconhecendo que a minha escrita realmente passou por um processo grande de mudanças e até mesmo evolução e amadurecimento, mas eu também estou querendo resgatar um pouco do que eu sinto que ficou para trás nessa evolução, que é uma linguagem mais lírica, uma narrativa mais poética. E estar lendo esse romance que eu escrevi está sendo bem legal. Esse está sendo então meu momento de voltar a ler poesias, coisa que eu sempre amei e fiquei bastante tempo sem fazer, por uma questão de escolha mesmo, apenas a vida que foi fluindo...
Quanto a manias para eu escrever eu não tenho uma específica. Não tenho nem um horário muito definido. Eu produzo muito bem a noite, mas, as vezes também produzo muito bem durante o dia, então não tenho uma rotina. Às vezes até sinto falta de ter uma rotina mais estabelecida em relação a se organizar e escrever X horas por dia e então parar, mas em fim... ainda não consegui isso, e nem sei se vai rolar algum dia, risos. Já sobre planilhas... não, eu deixo fluir. A escrita, para mim, é um processo bem intuitivo


Tamara: A pergunta mais clássica para todos os escritores: como se deu o seu início na escrita? Quando você pensou: vou sentar aqui e escrever uma história?

Babi: Eu sempre gostei de escrever. Passei alguns anos da vida, principalmente na adolescência (entre meus doze e quinze/dezesseis anos) basicamente escrevendo poesia, e era uma coisa que eu fazia para mim. E eu sempre soube, desde muito cedo, de uma forma muito intuitiva e natural que quando eu escrevia algo muito especial acontecia comigo. Eu me sentia muito conectada com... algo meio inexplicável, mas eu sabia que era uma coisa muito incrível que acontecia, porque eu me sentia meio que sem fronteira, sem limite, sabe, e sentia que eu entrava em contato com uma sensibilidade muito grande  enquanto escrevia (e ainda sinto isso). Mas o primeiro romance ele aconteceu... Eu nunca me vi como uma romancista porque  nunca fui uma leitora muito assídua (tirando poesias), até cinco anos atrás, quando eu escrevi o meu primeiro romance, e depois dele a minha vida mudou assim.... totalmente... Depois dele eu tive certeza que era isso que eu queria fazer pro resto da minha vida, e que eu tinha encontrado a maneira de usar minha escrita, para mim em primeiro lugar, e talvez para o mundo, risos, se tudo desse certo. Então... no sentido de publicar... eu não comecei a escrever para isso, e nem para mostrar para ninguém. O primeiro livro que eu escrevi foi uma coisa muito minha assim... (e não está publicado ainda também). Então eu não tinha uma ideia de quando que isso ia acontecer ou se ia acontecer um dia. Aí, escrevi o segundo romance (que é esse que estou mexendo agora) e o terceiro, que é o Entre o amor e o silêncio, e foi só a partir do Entre o amor e o silêncio que eu resolvi publicar... tentar publicar e ver o que iria acontecer. Mas, uma coisa eu sempre soube: que eu ia estar escrevendo para sempre. A escrita ela permeia a minha vida desde a infância, então, quando eu encontrei esse amor todo pelos romances, e me vi realmente escrevendo um livro (porque como eu não lia praticamente nada de romances, eu achava que  era uma coisa meio que do outro mundo) até eu escrever o primeiro romance e encontrar um gênero que falou muito comigo, que foram os romances de época (os escritos agora, não os clássicos), e aí eu li acho que foram... 140 livros em um ano, ou um pouco mais. E aí foi assim que começou...


Tamara: Embora comecemos a fazer algo, nem sempre nos sentimos realmente dentro daquilo. Então eu gostaria de saber: quando você parou, olhou para si mesma e disse: eu sou uma escritora? foi no momento em que escreveu suas primeiras palavras, ou a ficha caiu em outro momento?

Babi: A primeira vez que ouvi "você é uma escritora" foi quando acabei o meu primeiro livro. Eu o entreguei para meu marido ler (ele estava curioso) pois um dia ele chegou em casa, eu não saí do quarto durante uma semana praticamente,  e aí ele falou: "O que você está fazendo?", e eu falei "Escrevendo um livro". E ele ficou assim... "O que?", e eu falei "É...", risos. E aí naturalmente ele estava curioso; eu terminei de escrever, imprimi e entreguei para ele. Então ele foi viajar com o livro e quando ele chegou no lugar ao qual ele estava indo a trabalho ele me ligou e falou: "Meu amor, você é uma escritora." Ele disse assim... chocado, tanto quanto eu, risos. Por que... eu não sei. É como você falou a gente cria um tabu, demora para cair a ficha, mas a escrita sempre esteve na minha vida. E aí depois eu ouvi isso de um crítico literário um tempo depois. Bastante tempo depois, na verdade, pois eu escrevi durante dois anos sem querer publicar nada. E aí eu ouvi isso de um crítico literário e. nunca vou me esquecer..., pois foi bem emocionante. Mas, se eu fosse tentar me definir, eu me definiria mais como uma contadora de histórias através da escrita, e acho que esse foi o grande encontro, sabe, com a escrita. Foi entender que através da escrita eu podia fazer uma coisa que sempre foi outra grande paixão oculta, porque eu durante muito tempo quis ser atriz, e o ator nada mais é do que um contador de histórias. Ele conta a história que é escrita, às vezes por ele, ou por outro, mas em fim... Então eu acho que esse foi o grande encontro, e aí se eu pudesse definir de algum jeito eu diria mais: assim, a escrita me tem, desde que eu me lembro... E não é eu tenho esse dom da escrita; acho que é mais a escrita me tem... risos. e a contação de histórias também.


Tamara: E sua entrada no mercado editorial, se deu de que forma? Como você se sentiu ao ser convidada para integrar um time como o da verus?

Babi: Bom... sobre isso é algo muito maluco, porque eu não pensava em escrever. Aí depois resolvi escrever e fui atrás de vários caminhos, até pensei em me auto publicar. Depois, vi a opção da publicação através do selo talentos da literatura brasileira, que é a editora novo século. Aí, tudo aconteceu muito rápido, assim... é essa a sensação que eu tenho. Às vezes nem eu mesma acredito nas coisas todas que aconteceram e que ainda estão acontecendo. Porque aí três meses depois eu estava no selo principal da Novo século, e publiquei durante dois anos lá. E aí há um ano veio o convite da Verus e para mim foi uma grande realização, estar em uma editora que é uma das maiores, ou senão a maior do brasil. Mas, eu ainda volto um pouco para as origens antes de publicar, e eu sinto que a maior realização é o primeiro livro que eu publiquei quando eu nem sabia o que seria, o que daria... A maior realização para mim, é enquanto eu escrevo e depois poder partilhar essa história com o mundo, com o maior número de leitores possível. E é isso o que todo esse processo significa. E me sinto muito feliz, muito muito realizada e muito grata por tudo... por tudo que já aconteceu e que está acontecendo e pelo que vai acontecer.


Tamara: Durante seu processo de escrita, você contou e conta com leitores beta? Como é essa experiência. Você acha que eles acrescentam às suas ideias?

Babi: Sim, eu tenho leitoras betas. Eu acho que acrescentam sempre, porque quando você acaba uma história, acredito que você precisa dar um tempo sem ler, sem ter contato com ela. E esse tempo é ótimo para entregar para as betas, enquanto esse espaço vai sendo dado conforme as betas estão lendo, e aí quase sempre elas trazem alguma sensação, alguma cena que sentiu falta, algo que de repente poderia funcionar melhor em determinadas cenas... Então, eu gosto muito e para mim funciona bem.


Tamara: Quais desafios você encontrou (e ainda encontra) na carreira de escritora?

Babi: Eu acho que sempre vão existir desafios, em qualquer que seja a sua profissão, naquilo que você resolva fazer. E eu não sinto que seja uma carreira mais desafiadora ou menos desafiadora do que você resolver ser médico, por exemplo, e ter dez anos de formação, mais vários anos de consultório para se fazer um nome e mais todos os desafios inerentes a ser médico, como a  responsabilidade e tudo mais. Então eu não vejo que a carreira de escritora, ou a artística no geral, tenha mais desafios,  Acho que são desafios diferentes. Eu tento não focar nesses desafios e tento fazer aquilo que é onde eu tenho certeza que eu estou no caminho certo, que é quando escrevo. Então quando fico muito estressada com algo que acontece, ou muito ansiosa, eu tento voltar para esse lugar onde tenho a certeza de que eu estou fazendo aquilo que eu amo fazer, e que sempre amei, e que eu tive o privilégio e o presente e a oportunidade de encontrar, pois realmente é um encontro: você encontra isso dentro de você e consegue transportar isso para o mundo, e aí eu tento voltar para esse lugar. E é assim que tento lidar com os desafios inerentes ao processo dessa profissão tão linda, risos.


Tamara: Em seus livros, apesar de encontrarmos um romantismo intenso e as vezes um pouco de drama, também encontramos a abordagem de temas reais, como o problema de Daniel, em senhorita aurora, e também outros temas importantes nos demais livros. Então, lhe pergunto: como funciona essas  abordagens? você trabalha com pesquisas bibliográficas, entrevistas, conversas?

Babi: Eu costumo fazer muita pesquisa na internet. É claro que existe uma pesquisa de campo, dependendo do romance também. Só para exemplificar: estou escrevendo um romance que se passa no início do século XX, sobre um imigrante italiano que vem para o brasil. Então, além de toda a pesquisa que já fiz via internet (hoje graças a wikipedia e ao google a gente encontra muita coisa, muitos materiais quase inacabáveis de todo tema que se coloque nele), mas eu também tento buscar, quando possível pesquisa de campo (nesse caso, temos aqui em São Paulo o museu do imigrante) e tento fazer visita aos lugares, ver os registros e ver tudo o que é possível ou quando é fora do brasil, se é possível tento ir até o lugar para conhecer o que eu estou descrevendo, isso sempre ajuda muito. E sobre temas mais polêmicos ou mais sérios como o do Senhorita Aurora que realmente aborda um tema que exige uma pesquisa mais técnica, eu sempre busco falar com profissionais da área, além de toda a pesquisa de campo feita. No senhorita aurora especificamente, eu conversei bastante com um médico infectologista do Emílio Ribas.


Tamara: Em relação ao público, é bastante perceptível que você tem uma interação incrível com ele e percebe-se que isso lhe dá muito prazer. Então, eu gostaria que você nos contasse algumas coisas bacanas que você já teve durante a interação com esse público tão diferente e diverso.

Babi: Realmente, é uma coisa que eu gosto muito de fazer, apesar de que quando eu estou assim, muito envolvida em um processo criativo eu me afasto das redes e não fico tão presente, mas essas redes acabam sendo o maior meio de contato frequente com o público. E quanto a algo de bacana e interessante que aconteceu... São tantas coisas lindas, risos. Vou contar duas experiências bem diferentes uma da outra que eu tive agora na bienal do livro (esses eventos são maravilhosos, e é onde a gente consegue ter um contato muito grande com o público). Uma dessas histórias é que uma leitora levou a netinha dela para me encontrar, e aí a vó, essa leitora, acho que gosta ou fala bastante, e aí a criança, quando me viu, ela chorou... Assim, emocionada! E eu fiquei: "Meu deus, que coisa linda", sabe... Risos. Foi um presente, e eu fiquei tão emocionada... tão emocionada com aquilo que... Eu falei "gente... nossa a bienal zerou aqui, né...". Já a outra, foi na bienal também e foi uma coisa até engraçada. Eu estava dentro do estande da Record, e eu não estava lá em um horário oficial (eu só entrei porque ia pegar um livro e sair) e já era o fim de um dia, então o estande estava mais vazio, e eu estava assim, bem pensativa, com a cabeça meio baixa, e aí de repente uma pessoa pulou na minha frente e fez... tipo "uau", bem alto. E eu tomei um mega susto, sabe, risos. Comecei a gargalhar depois, e a menina riu também e foi bem engraçado. Então acho que são esses dois momentos mais recentes, fora toda a interação incrível e as amizades  que a gente vai fazendo por esse caminho.


Tamara: Qual a sensação de receber feedbacks, tanto positivos quanto negativos? Em que isso acrescenta em sua vida profissional?

Babi: Sobre as críticas positivas e negativas... Eu já ouvi algumas coisas, e aprendi outras nesses três anos em que eu publico. Bom, uma das coisas é que eu acho que cada autor funciona de uma forma. Eu, graças a deus... as minhas obras elas costumam ser em uma maior porcentagem muito bem recebidas. Mas, é impossível, e isso é uma das coisas que eu levo internamente, é impossível você agradar a todos, ou você só receber críticas positivas. Então eu não sou alienada nesse sentido, eu sei que as críticas negativas existem, eu acho que elas podem acrescentar algo, e aí falando bem abertamente e bem sinceramente, eu não costumo entrar nas redes (skoob, goodreads), porque ninguém que faz uma crítica muito negativa vai procurar o autor (pelo menos não no Brasil, não comigo e não acho que exista isso) acho que a pessoa coloca ali em uma rede aberta, tipo skoob e goodreads, e deixa ali.
Bom, primeiro não é fácil uma crítica negativa muito destrutiva... ela não é fácil de ser digerida porque envolve muitas questões de como cada um lida... Mas, quando um artista expõe uma obra ele está nu diante do público, ele está mostrando a sua alma, então obviamente uma crítica muito negativa ninguém gosta de recebê-las com muita raiva ou de uma maneira muito agressiva. Mas acho que a gente tem que ter maturidade e autossuficiência, no sentido que o amor pela arte tem que ser muito maior do que a importância que você dá àquilo que chega naturalmente na hora que você expõe uma arte, seja ela qual for.
As críticas positivas são maravilhosas, inspiram demais e fazem a gente ter certeza, pelo menos a mim, e elas me tocam muito, e  quando eu percebo que as minhas palavras e as minhas histórias emocionaram e tocaram o coração de alguém eu me sinto muito recompensada. Mas eu procuro encarar da seguinte maneira, tanto a questão das críticas positivas quanto negativas: As negativas acho que existem algumas que são muito construtivas e que são feitas de uma maneira que tende a construir, por que eu acho que nenhuma obra, nenhuma por pior que você ache que ela seja, ela é só negativa, então algumas apontam pontos positivos e pontos que acreditam que a pessoa pode melhorar, e eu acho que nós, como artistas, temos que ter a consciência de que aquela opinião da pessoa é só aquilo, uma opinião. Aquilo não desmerece o trabalho, por pior que seja, por mais destrutiva que seja, aquilo não diz que você é melhor ou pior, maior ou menor do que ninguém. E acho que esse talvez seja um grande desafio da profissão pública. Assim como a crítica muito positiva, apesar de toda a gratidão que ela traz e como é bom ter esse reconhecimento que inspira, realiza, satisfaz, alegra o coração e enche a alma de alegria, ela também é um reflexo de uma opinião pessoal e intransferível.
Agora falando bem especificamente de livros, cada um é lido de uma forma única, assim como cada experiência também é vivida de uma forma única. Então uma pessoa que ama de paixão o teu livro e outra que odeia a ponto de perder o tempo dela ou não, porque as vezes ela não considera uma perda de tempo, mas a ponto de escrever uma resenha muito negativa nada mais é do que opiniões pessoais. E as pessoas tem o direito de falar e sentir e se expressar da maneira como elas acham que devem. Algumas pessoas expressam-se, mesmo tendo detestado determinada situação, elas se expressam com mais ponderação, com mais cuidado, com mais amorosidade, e outras se expressam com mais raiva, com mais indignação, com mais revolta, com mais ódio. E a gente tem que respeitar, risos, porque vivemos em uma sociedade livre, graças a deus.
Então, eu como autora não vou atrás. Não entro em goodreads e skoob, apesar de saber que 95% das críticas ou 96 ou 97% são absolutamente positivas, e aí você vai ter um pequeno percentual as vezes negativos e outros absolutamente negativos e eu prefiro não entrar. Então eu sinto e acredito que aquilo que tem que chegar até mim, que vai me acrescentar algo e que vai me trazer algo chega.
Falei longamente desse assunto, porque eu acho que é um assunto muito delicado. Mas eu realmente acho que nós, como artistas, nós temos que entender que a arte por mais íntima que seja, no sentido de tocar o coração, do artista e desse ponto íntimo sair na hora que o artista publica, dispõe, expõe ou apresenta essa arte para o público, ela passa a ser pública, ela passa a ser do mundo. Então nós temos que entender que as reações que essa arte vai causar são infinitas, porque cada ser humano é um infinito complexo e maravilhoso e muito especial,. E nós temos que também olhar e entender que todo e qualquer retorno, seja ele muito positivo ou negativo, ele não é aquilo que te move a fazer a sua arte.


Tamara: Como você se sente ao ter sido uma das autoras dentre os mais vendidos do grupo editorial Record, e o que você pensa sobre esse crescimento e essa abertura que os leitores tem proporcionado aos autores nacionais?

Babi: Para mim é uma coisa meio inacreditável até hoje... Olhar, pensar... lembrar e falar assim: "Oi?" "Como assim?"  "Sério, é de verdade?"... E isso aconteceu mesmo, risos. É muito incrível, não pelo número de vendas em si, mas por entender como a literatura nacional está ganhando espaço cada vez mais, e está deixando de ser literatura nacional e está passando a ser literatura... Porque é isso que ela é. Nenhuma arte pode ter nacionalidade e eu não vejo como a literatura nacional possa ser diferente de o leitor enxergar aquilo realmente como uma coisa só. Quando lemos uma tradução do Japão, por exemplo, um bestseller, a gente não fica "Ah, mas esse autor é japonês...", não, a gente está atrás daquela história, e não da nacionalidade de quem escreve. Mas, sobre o cenário da literatura no Brasil e do mercado editorial, eu acho que estamos vivendo um momento muito promissor onde é isso que falei, a literatura está realmente quebrando as fronteiras, e quem sabe vá chegar o dia onde a gente entre nas livrarias e aí não vai estar lá "literatura estrangeira e literatura nacional", nós vamos ter uma bancada de literatura (isso já está acontecendo bastante) de você ver autores nacionais expostos junto com a bancada de todos os livros. Isso não é desvalorizar, muito pelo contrário, é realmente um olhar mais amplo sobre algo que nunca deveria ser delimitado por fronteiras, no meu entender. Nenhum tipo de expressão artística deve ser limitada  por fronteiras. Então é isso... Acho que estamos vivendo um momento muito positivo de crescimento e de um olhar novo sobre a literatura, novos talentos, pois há muitas pessoas talentosas surgindo.


Tamara: E senhorita aurora, um de seus livros que foi inicialmente publicado na Amazon e posteriormente retirado da plataforma, será relançado em versão física? Há alguma previsão disso?

Babi: Senhorita Aurora foi realmente lançado a princípio na plataforma da Amazon, e aí a editora Verus comprou os direitos de publicação, nós tiramos ele da Amazon e ele vai ser publicado em livro físico e a previsão é para abril de 2018 e nós (eu e meus personagens, Nicole e Daniel) estamos muito felizes e ansiosos, risos, e torcendo muito para que isso aconteça rápido para que, tipo... eu dormi e... já está publicado! risos. Estou muito ansiosa para publicar esse livro pela Verus. Eu amo muito essa história, acho ela muito especial.


Tamara: Em que projeto você está trabalhando atualmente?

Babi: Acho que eu nunca trabalhei paralelamente em tantos livros ao mesmo tempo... Ok, não bem ao mesmo tempo, vai, porque nesse ano eu comecei a escrever um romance contemporâneo com um argentino e uma brasileira e ele está quase pronto (está assim... na boca do gol, risos). E eu parei ele porque fui escrever um conto para uma antologia de época, e aí esse conto ficou tão forte dentro de mim que não teve jeito ele está virando um romance. Eu tive que parar o conto que eu estava escrevendo e torná-lo um romance. É a história de um italiano imigrante que vem para o Brasil no início do século XIX, e então é nesse projeto que estou trabalhando agora.


Tamara: Você tem apreço especial por algum dos livros que escreveu? Se sim, por qual e por que?

Babi: Se eu tenho apresso por alguma obra em específico? Não sei... eu tenho um carinho muito grande por A Promessa da rosa, que foi o meu primeiro romance de época publicado. E tenho  um carinho muito grande por Senhorita Aurora... mas eu costumo sentir que a obra que eu mais amo é aquela que eu estou escrevendo no momento, risos. E aí todas ocupam um lugar muito especial no meu coração e não dá para escolher uma só. É uma tarefa impossível.


Tamara: O que você acha mais difícil de escrever em suas obras?

Babi: Acho que cenas muito violentas... cenas muito dramáticas... Não é que eu acho muito difícil, é que eu acho que elas são muito desafiadoras, porque eu me envolvo muito quando escrevo, então eu sinto muito tudo e por exemplo, uma cena muito dramática eu escrevo e normalmente acabo muito exausta, sabe. Ou até uma cena hot... Ela exige, risos... não adianta, você está lá e... está quase protagonizando junto, risos. A última que eu escrevi, que foi muito intensa, eu acabei e estava muito cansada, parece que estava junto, risos, e de certa maneira a gente está. E são essas cenas que são mais intensas, que exigem muito, energeticamente mesmo. Mas são muito compensadoras também. Valem muito a pena.


Tamara: O que e quem lhe inspira? Músicas, livros,  filmes? Autores?

Babi: Tudo isso me inspira. Eu acho que quando a gente trabalha com arte, seja ela qual for, tudo inspira. Tudo, um livro bom, uma música boa... uma dança bonita, ou um espetáculo, um show incrível, uma viagem, uma comida muito boa, um momento muito feliz ou muito triste... Eu, pelo menos, sou uma pessoa que procuro encontrar inspiração em tudo.


Tamara: Como se dá sua participação em eventos de divulgação. Você faz muitas viagens? Como lida com essa parte de seu trabalho?

Babi: A minha primeira turnê maior está acontecendo agora, e começa daqui mais ou menos uma semana. Eu vou para Salvador, Recife e depois Brasília, e estou muito feliz. É muito bom poder visitar cidades novas e ter contato com pessoas e leitores que você possivelmente não teria contato se não fosse até essas cidades. Então estou bastante animada.


Tamara: Na sua opinião, qual o seu livro mais bem recebido pelo público? e por que você imagina que isso acontece?

Babi: Ah... isso é muito difícil de medir. Não dá... de verdade, pois eu acho que cada obra traz muito as suas particularidades e cada obra ela é recebida de um jeito completamente diferente da outra, até porque cada obra é um conjunto muito diferente um do outro, e eu acho que tem obras mais polêmicas e mais intensas, e as mais doces e mais fáceis de não desagradar. O que eu sinto e já senti nesses três anos é que quanto maior a carga emocional de um livro ou quanto mais polêmico é o tema mais você vai levantar todo tipo de opinião. E isso não é ruim não, é ótimo, é maravilhoso. Qual obra tem mais alcance de público? Até hoje, eu acho apesar de que a experiência foi muito curta com senhorita aurora, porque foram só quarenta dias a venda, mas eu acho que o maior alcance de público foi ela, até por ser um new adulte, eu acho que os romances new adultes eles tem realmente uma abrangência maior. Mas quanto a ser bem recebida... não sei, eu sinto que graças a deus, graças ao amor de vocês pela literatura, pelas histórias, eu sinto que as minhas obras são normalmente bem recebidas. Mas enquanto estou escrevendo, eu procuro pensar nisso muito pouco assim: como vai ser, como não vai ser... eu só deixo acontecer a escrita. Eu acho que se for diferente, pelo menos para mim, vai perder um pouco o sentido a coisa. Até porque eu sinto que depois que a obra ela é lançada ela tem um caminho dela a trilhar. E eu sei que quando a gente está no sentido apontado pela sua alma, pelo seu coração as coisas acontecem como tem que acontecer, na ordem que tem que acontecer e da maneira como tem que acontecer. Então eu sou uma pessoa que sinto e sei que no meu íntimo que as histórias são vivas, e que elas tem, cada uma delas, um caminho a trilhar, e que é muito único de cada uma.


 Tamara: Há algo que você gostaria de dizer para os leitores que já lhe acompanham, bem como para seus futuros leitores?

Babi: Eu vou dar um recado contando uma história, bem rápida... Para quem já viu... eu não sei se foi baseado em um livro, mas há um filme que se chama sob o sol da toscana, e a lição desse filme é a seguinte: às vezes a vida te coloca grandes desafios e te puxa  o tapete, literalmente, e faz você ter que mudar o seu caminho, tomar novas escolhas e começar do zero. Mas, no fim, nós sempre recebemos exatamente aquilo que pedimos. E muitas vezes, o que a gente pede não vem da maneira como a gente imaginou, para não dizer que na grande maioria das vezes ou em absolutas cem porcento das vezes, as coisas vem de uma maneira diferente. E aí até mudando um pouco o sentido, eu acho que a grande essência do senhorita aurora é: os sonhos eles não acontecem exatamente como a gente sonhou, mas eles acontecem, se a gente não desiste deles. Eu acho que o que tira a alma das pessoas não é de forma alguma aquilo que acontece, e sim, a maneira como cada um reage àquilo que acontece... E eu acho que a gente pode perder... quase tudo na vida (para não dizer tudo), mas se a gente perder a capacidade de sonhar, a gente vai perder tudo. E, o que eu sinto que as histórias fazem é que elas nos alimentam sonhos. Elas fazem com que os sonhos sejam mais próximos da realidade. Elas conectam a realidade com os sonhos, e isso é muito mágico. Então, bora ler, sonhar e ser feliz.
Um beijo a todos... E muito obrigada, Tamara, minha querida... Eu amei participar, e foi muito bom e especial responder as suas perguntas.
[...] E vamos juntos, todos nós. Nós, como seres humanos não estamos separados uns dos outros e nem estamos sozinhos. Nós somos completamente complementares, de forma  individual (no sentido de que cada indivíduo é um e único), mas nós nos completamos. Então vamos embora, ler histórias, vamos sonhar e fazer um mundo melhor.





Após termos embarcado nessa viagem maravilhosa com a Babi, eu quis ouvir o lado dos fãs. Então, apresentei a alguns deles, de forma breve, a mesma questão... E as respostas que saíram foram as mais variadas. Vamos conhecer?


Pergunta: Como você conheceu a Babi A. Sett? Qual seu livro favorito dentre os que ela escreveu, e o que as obras dela lhe fazem sentir?


Entrevistada 1: Eu já ouvia falar muito dela através de amigas de um grupo... Elas falavam em Babi, babi e Babi e que ela tinha livros maravilhosos. Aí, elas elogiaram tanto que eu a coloquei na minha famosa lista, só que ela estava bem longe para ser lida, e se eu tivesse seguido a lista, ainda não a teria lido. mas aí, uma amiga fez uma "chantagem" comigo, dizendo que queria que eu desse de presente de aniversário para ela o ato de eu fazer uma leitura de um livro da Babi. E foi aí que eu comecei a ler. A princípio fiquei impressionada com a riqueza e densidade dos personagens dela,, mas a medida que fui avançando nas leituras dos livros dela, foi impressionante porque a gente não espera uma escrita tão boa de uma autora brasileira. E as histórias dela te prendem de uma forma que você lê sem parar e vai até de madrugada e depois que termina fica pensando nos livros, isso é uma característica de todos os livros dela que li. Você fica com aquilo na cabeça por dias e depois você pega para reler, e você fica lembrando das cenas e é tudo muito especial. Eu tinha expectativas por causa dos elogios, mas com certeza ela superou todas elas. O primeiro que li foi Entre o amor e o silêncio, e já percebi que tinha uma profundidade nas palavras e nas ideias. O seguinte foi A promessa da rosa e... foi incrível! Ele tem uma densidade enorme de história e de personagens. Mas, o meu favorito é o não me esqueças, e acho que ele se tornou favorito por causa do Gareth. Os homens que ela cria são uma das melhores características, pois ela faz homens reais, verdadeiros, e ao mesmo tempo homens que você quer que existam para todas as mulheres, porque eles são sensíveis, eles choram e isso me encanta a cada livro dela que eu leio, porque a maioria dos homens dos romances eles não choram, são durões... e ao mesmo tempo ela também preserva a fantasia daquele homem dos romances, mas ela os humaniza. E o que as obras dela me fazem sentir? Ah, elas me fazem acreditar no amor. Eu já acredito, mas elas me fazem acreditar naquele amor que um homem pode ter por uma mulher a ponto de ela se tornar o centro da vida dele. Elas me fazem sentir que os homens tem uma sensibilidade dentro deles, e que apesar de eles serem construidos no início como machões, isso vai sendo quebrado e ela mostra que eles tem uma sensibilidade que se equipara a das mulheres, e eu acho que isso é muito especial na escrita dela.


Entrevistada 2: Olha... Eu conheci a Babi porque muitas coisas que eu leio eu não tinha  com quem falar, então acompanhava algumas pessoas no youtube. Aí, conheci a Paola Alecsandra do Livros e Fuxicos, e sempre que posso vejo alguns vídeos dela, e ela tem algumas boas indicações de romances de época que eu gosto. E sempre que ela indicava os cinco melhores ela colocava o livro da Babi no meio, sempre, e como o primeiro. Aí fiquei curiosa, pois nunca tinha ouvido falar. Aí, procurei muito o livro, mas ele sempre estava esgotado, aí pensei: "ou ela fez uma tiragem pequena de livros e não fizeram outra edição, ou ela é muito boa e acabou rápido". Eu preferi pensar que ela era muito boa e vendeu rápido. Quando ele voltou para a Saraiva, logo comprei e ele é o melhor romance de época que já li, e mesmo após os outros lançados, ele continua sendo o meu favorito. Eu tinha muitas expectativas, porque como eu só acompanhava a Paola no youtube e ela elogiava, fui ler com muita vontade e fiquei encantada, porque a Babi, além de trazer um romance de época, ela traz um enredo, uma história de vida dos personagens, e não é só aquela história de se conhecer, bater o olho e ficar encantado e acabar se casando... os livros da Babi contam uma história de vida, tudo o que a personagem passou, o sofrimento dela, as injustiças que outro personagem fez.... Então a Babi conta essas coisas de uma forma genial. Já a comparei com a Judith McNaught, pois elas não contam só o romance, elas contam toda uma história a conhecer, todo um drama... As vezes é sofrido? Sim, mas nisso ela conta o que a pessoa passou, o seu caminhar, tudo o que aconteceu para viver aquele romance e não só o encantamento e acabou... ela traz conteúdo. Babi tem uma singeleza, um cuidado de descrever as coisas, os momentos, o relacionamento, os olhares... E os contemporâneos também. Ela escreveu senhorita aurora e é para mim o melhor. Eu fiquei encantada como ela contou a história. Ela contou o lado de cada personagem e colocou todo um contexto, até chegar no felizes para sempre. Acho que esse drama aproxima muito da realidade, porque ninguém vive só romance e felizes para sempre, as vezes até acontece, mas é mais difícil. Quanto a escrita é singela, tocante... é única e incrível e me surpreendeu muito.
Não há nenhum livro dela que eu diga que eu não gostei. Eu gosto de todos.


Entrevistada 3: Ouvi falar da Babi em um grupo de amigas. Algumas delas estavam em um grupo de fãs dela e não paravam de falar da autora. Até que peguei o A promessa da rosa, e nos primeiros capítulos a Kathelyn me conquistou. Logo, apareceu arthur, e embora ele não seja o senhor encantado, ele é meu favorito... Aí, o livro começou a andar e li em 24 horas e não parava de pensar nele. Mas, não consigo caracterizar um preferido, embora dá para dizer que A promessa da rosa seja o favorito porque foi o primeiro, é muito marcante, apesar de gerar muitas divergências por causa do personagem Arthur. Quanto ao que os livros da Babi me fazem sentir... eu tenho uma opinião em cada livro. Por exemplo, A promessa da rosa causa várias emoções, porque a gente tem um começo super encantador de um duque devotado a sua amada, depois, tem reviravoltas e... tudo muda... depois, muda novamente... E aquele final? Eu fiquei pensando "cadê o resto? E agora? Tem que ter mais!" E ainda bem que ela fez A sombra da rosa depois. Já o despertar do lírio, li em doze horas. Mas eu tinha um pouco de medo de ele ter drama, como o anterior, mas ele foi lindo, maravilhoso, bem conto de fadas... Já Senhorita aurora, achei o personagem meio bipolar, mas achei aquela história super atual e o jeito como ela tratou o assunto e como os personagens encararam o tema foi muito legal, e ela tratou com uma delicadeza fora do comum o assunto, e foi algo muito bem contextualizado, no quesito de ser algo muito real. Então, li entre o amor e o silêncio, e achei bonito a forma como tudo se resolve. E não me esqueças... o título é bem conveniente pois é impossível esquecer. Lizie e Gareth são  (tirando Arthur e Katleen) os melhores personagens dela. Foi uma releitura de A Bela e a Fera muito legal, com todos aqueles elementos.
Quando comecei a lê-la, fui meio receosa. mas depois de ler o primeiro, e entrar no grupo  de fãs e ver como ela é acessível... isso me encanta. A forma dela lidar com tudo também me encanta... É muito bacana essa abertura que ela dá aos fãs dela


Entrevistada 4: O primeiro livro dela que li foi A promessa da rosa e ele me marcou muito. Como a conheci? Na verdade, uma pessoa que escreve sobre livros Leu o Quero ser Beth Levite da samanta holtz, e gostou muito, e ela fez um post sobre autores brasileiros, e eu disse a ela que não conhecia nenhum e que eu já tinha lido um da Samanta (que era esse), e que eu nem sabia que ela era brasileira. E aí ela me indicou a Babi. Mas, outra amiga já tinha me indicado um livro dela, e eu ainda não tinha lido, mas tinha vontade pois me amarro em coisas de época. E aí, eu comecei a ler... Gente! Eu fiquei assim, sinceramente encantada com o livro. Quando terminou o livro eu fiquei: "como assim?"... Eu achei a coisa mais linda do mundo! Depois, adicionei ela no facebook... E aí veio outro livro... e eu descobri que existia o Entre o amor e o silêncio, comprei ele e fui ler... E então começou essa paixão pelos livros da Babi. Já reli todos eles... exceto o Senhorita aurora, que estou esperando o físico. Bem... todo livro da Babi que eu leio, fico arrebatada. Eu termino o livro e fico encantada... é um sentimento tão lindo... um carinho... Eu penso nela como uma fadinha das letras, e ela é, pois ela encanta, sabe... Eu gosto muito da escrita dela, me sinto com o coração aquecido. E toda vez que leio um livro da Babi ele fica em mim, e eu vejo muito dela nos livros, aquele zelo, cuidado e carinho... Eu acho que se fosse usar uma palavra seria encantamento.

7 comentários:

  1. Oiee Tamara ^^
    Eu sempre achei que o nome da Babi era Babi mesmo...haha' Ainda não li nenhum livro dela, mas no começo do ano comecei a ler "Entre o amor e o silêncio"e acabei não gostando muito, então o deixei de lado por um tempo. Estou com ele aqui agorinha mesmo, na fila dos próximos a serem lidos. Eu tô muito curiosa a respeito desse italiano que vem pro Brasil no século XX *-* haha' espero que o livro seja lançado logo, e espero MAIS AINDA ler os outros livros da Babi antes disso ♥
    MilkMilks ♥
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  2. Nossa que reportagem linda e completa. Totalmente dedicada a autora. Ela parece uma menininha mesmo e uma fadinha como falam. Eu sempre vejo os livros dela e tenho vontade de ler e parece que é um mulherão que escreve e a personalidade dela demonstra isto.

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  3. Oi Tamara.
    Ainda não li nada da autora, mas tenho curiosidade em conferir os livros dela.
    Realmente ela foi muito simpática e solícita durante a entrevista.
    Eu realmente adorei.
    Beijos.

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  4. Oie!
    Não conhecia a autora nem os seus trabalhos, mas ADOREI sua entrevista! Fiquei ansiosa pra ler algumas dd suas obras e conhecer um pouco mais!

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  5. Oie amore,

    Adoro essa autora, apesar de não ter lido nada dela até então.
    Mas acompanho o trabalho dela a algum tempo.
    Arrasou na entrevista!

    Beijokas!

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  6. Oiii tudo bem??

    Conheci a Babi com o lançamento deste livro novo.
    Não curto muito o gênero, mas amei tanto essa nova capa que acabei comprando pra minha estante, e espero ler em breve.
    Adorei conhecer mais um pouco sobre a autora. Muito legal a entrevista.
    Bjus Rafa

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  7. Oi!
    Que legal o post especial com a Babi + a entrevista.
    Ainda não li um livro dela, mas morro de vontade porque ela tem muitos fãs e é super simpática com todos os leitores.
    Doida para o lançamento de Senhorita Aurora

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