05 setembro 2017

[Semana nacional] Virando Amor - Por Isadora Ferreira


Título: Virando Amor
Autor (a): Isadora Ferreira
Páginas: 200
Editora: Novo Século

Sinopse: Mudar bruscamente de cidade e passar a frequentar um novo colégio é complicado quando se é adolescente. Ainda mais quando é preciso alimentar um namoro a distância, algo muito desgastante. Priscila tem apenas 16 anos e tem de aprender a lidar com esses sentimentos, e começa a perceber que somente amar alguém não é suficiente para manter um relacionamento. No entanto, no momento em que se vê perdida e sem ação, ela se dá conta de que a vida em uma cidade grande não é tão ruim e que um novo amor pode surgir diante de tantas descobertas.

Priscila é uma adolescente de dezesseis anos que mora com a família em Curitiba. A vida dela é muito boa para falar a verdade: tem ótimos pais, amigas que conhece desde sempre e um namorado, que é muito carinhoso e gentil com ela.

"Tentei pensar do mesmo jeito que ele, mas sabia que isso não funcionaria da noite para o dia. Ninguém se acostuma de repente a ficar sem amigos em um lugar onde as únicas pessoas conhecidas são seus pais."

Quando o pai é transferido para trabalhar em São Paulo, Priscila vê seu mundo desabar ao receber que se mudaria para São Paulo com seus pais, e, lógico, com as suas cachorrinhas. Como abandonar sua vida em Curitiba, seus amigos, seu namorado?






Esse livro foi nostálgico para mim por dois motivos: 1. lembrou bastante minha própria adolescência, até por ser ambientado no Brasil e conter elementos muito próximos da minha realidade, e; 2. o enredo é bastante parecido com o que vemos nos livros da coleção Vaga-Lume, e eu tomei gosto pela leitura com livros dessa coleção, então teve um gostinho especial para mim.

 "Não gostava de acordar cedo quando dormia na casa dos outros; tinha que ficar deitada na cama, olhando para o teto e esperando alguém acordar para levantar."

O livro é curto, então não posso falar muito sobre o enredo sem acabar soltando algum spoiler. Mas vou fazer o melhor que conseguir.

A personagem principal é uma adolescente de 16 anos, então é claro que temos muito drama adolescente, aquela fase em que todas as emoções parecem ser amplificadas. Mas, honestamente, gostei bastante da Priscila, principalmente por ter personalidade forte e saber o que quer, e, ela acabou de mudar de cidade e está triste, mas nem por isso fica brigando com os pais e faz o que pode para conseguir se adaptar.


"Algumas coisas vêm e vão embora da nossa vida, mas o que é certo sempre fica."

A Priscila deixou em Curitiba duas melhores amigas, que cresceram com ela, mas logo que chega em São Paulo é muito bem recepcionada, e, assim que se permite, faz amizades tão legais quanto as que deixou em sua antiga cidade. Gostei bastante dos pais da Priscila também, eles são muito presentes e carinhosos e sabem dar ótimos conselhos.

"[...] – Você pode escolher quem será a pessoa certa para você, mas não pode escolher quando ela vai entrar na sua vida, e nem ao menos se ela ficará ao seu lado para sempre."

Agora vamos falar do romance no livro (claro que tem!):  é bem leve e gostosinho, tanto que eu estava arrepiada e com um sorriso bobo no rosto quando finalizei a leitura, justamente por conta da cadência desse romance. Uma coisa que gostei muito é que também traz algumas reflexões bem legais acerca de relacionamentos abusivos, motivo pelo qual acho que todas as meninas deveriam ler.

"Todo relacionamento precisa ter várias bases, e uma dessas bases é a confiança. Claro que ciúme é normal. Mas só existem dois tipos dele: o que te sufoca e te deixa sem saída; e o que é provocado vez ou outra, que serve até para dar um up na relação."

Outro ponto que me agradou bastante é a escrita da autora, que se mostrou bastante rápida e fluída. A narrativa é em primeira pessoa, através do ponto de vista da Priscila, e temos alguns detalhes, que demonstram um carinho especial com a edição. Por exemplo, a cada inicio de capítulo o trecho de uma música é citado. Vou montar uma playlist com as músicas citadas nos três primeiros capítulos para vocês sentirem o gostinho do que vocês encontrarão durante a leitura. A capa do livro é bem simples, e a edição traz um miolo com folhas amareladas e letras e espaçamentos com tamanhos bons.

"[...] Infelizmente, nós, seres humanos, temos o dom terrível de machucar as pessoas, especialmente as que amamos. É como se fosse da nossa natureza, mas sempre haverá uma nova chance de cicatrizar as feridas. [...]"


Acho que esse livro deveria ser indicado nas escolas, com certeza as adolescentes se identificariam com a Priscila e mais meninas se interessariam pela leitura. Acho que isso é importante também: deveriam indicar vários livros, contando com o fato de que as pessoas são diferentes e gostam de coisas diferentes, por exemplo, um menino na fase da adolescência dificilmente gostaria desse livro.

E as meninas/mulheres mais velhas, gostariam da leitura? Bom, eu tenho 27 anos e gostei bastante. Acho que se trata de uma leitura leve e gostosa, voltada ao entretenimento, ideal para ser lido em uma tarde. Mas nem por isso deixa de ter algumas reflexões legais. Espero que gostem da dica. Até mais.



Playlist:
"93 million miles" - Jason Mraz
"Falling in love" - McFly
"What makes you beautiful" - One Direction

14 comentários:

  1. Oi Barbara,
    Não conhecia o livro mas achei legalzinha a história. Parece ser uma história bem voltada ao público adolescente ainda mais pelo que você falou de lembrar a coleção vagalume (eu também lia isso na minha adolescência). Concordo com vocÊ sobre trazer mais livros assim para dentro das escolas, mas eles são tão fechados que isso chega a ser triste, parece que somente Machado de Assis é literatura quando temos tantas outras coisas por ai hoje em dia ne? Enfim, achei bem legalzinho mesmo mas pelo momento vou passar estou em uma fase de Stephen King e livros com mais conteúdo acabei de pegar Outlander para ler, uma história simplesmente incrível.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    http://leiturakriativa.blogspot.com.br

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  2. olá... nunca tinha ouvido falar do livro mas fiquei feliz pela lembrança dele à coleção Vagalume.. não curto muito os juvenis atuais, prefiro os mais antigos, de quando eu mesma era adolescente...
    seria legal ele ser indicado em escolas, posso até recomendar pra alguns dos meus alunos ^^
    bjs...

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  3. Oi Barbara;
    Uma leitura leve e fluída e pelo visto prazerosa, uma vez que finalizou a leitura com sorriso bobo.
    Adoro livros que trás estes "brindes" no início de cada capítulo, tipo os com citações famosas, frases e neste caso os trechos de músicas.
    Relacionamentos abusivos merecem aparecer mais no meio literário, por isso adoraria fazer a leitura.

    Ótima semana.

    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/2017/09/eu-li-fake_8.html

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  4. Olá! Não conhecia o livro, a sua resenha foi tão bonita que me deixou com vontade de ler. Deu para perceber que é uma história doce e que aborda temas bem legais, principalmente para que está nessa fase. Dica anotada, beijos!

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  5. Oi tudo bem?
    Gosto de livros que acontecem o que você falou nos deixam com sorriso bobo no rosto. E ainda mais se podemos nos ver em algumas situações da protagonista são os melhores haha, anotei a dica.

    Beijos

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  6. Olá, eu fiquei com vontade de ler esse livro depois do seu post. Amo quando livros com esses dramas adolescentes fazem com que a gente, alguns anos mais velhas, volte a experimentar com certa nostalgia aqueles sentimentos que vivemos na adolescência.

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  7. Oi Barbara,
    Gostei da sua resenha, mas não me interessei pelo livro. Achei bacana ele tratar de um assunto importante como o relacionamento abusivo, mas não acho que é um livro que eu leria, pois o gênero também não me agrada.
    Beijos
    Blog Relicário de Papel

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  8. Oi, tudo bem? Confesso que apesar de curtir bastante esse selo, li o início da sua postagem meio com preguiça, o título não me atraiu de cara. Mas aí eu vejo um "nostalgia" e "série vagalume" no contexto. Opa, pera lá. vamos ler com calma. De fato, não me atrairia por esse livro não fosse esses 2 detalhes que você citou. E você acertou em cheio quando disse que deveria ser recomendado em escolas. eu sou prof, não de literatura, mas sempre todo nesse ponto nas reuniões. Que devemos falar a linguagem do aluno pra atraí-lo. Adorei essa indicação.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

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  9. Olá!Tudo bem?
    Adoro romances adolescentes e principalmente aqueles que me fazem lembrar dela.Tá,só tenho 19 anos minha adolescência não foi a melhor mas como a da personagem foi cheia de novos passos descobertas.
    Não saberia se lia esse livro ou não,ia depender da minha fase.
    Mas aprece uma ótima leitura adolescente e bem leve.
    bjs

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  10. Olá! Apesar do livro realmente parecer ter um gostinho bom e leve eu não sei o leria, acho possível se eu não tiver nada na lista de leitura, mas ele não é o tipo de obra que anseio de ler. Mas eu fico feliz que gostou e a sua resenha está fantástica ❤️

    Um beijo

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  11. oLÁ...
    Tenho muuuuita vontade de ler esse livro e sua resenha me animou ainda mais a ler!!! Acho a premissa super legal e pelo contexto com certeza deveria realmente ser lido nas escolas ;)
    Dica anotada!
    Bjo

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  12. Oi!
    Muito bacana conhecer esse livro aqui, porque é tão dificil achar um livro adolescente que faça a gente lembrar da gente nessa fase e também se identificar com os personagens.
    O fato da escrita da autora ser fluida ajuda muito também, principalmente por ser mais uma literatura de entreterimento, para passar a tarde e tirar de uma ressaca literária.
    Com certeza se eu tiver oportunidade lerei o livro

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  13. Oie, tudo bem?
    Amo livros teen e esse parece ser uma delícia exatamente pelos motivos que você citou! Adoro histórias que nos fazem sentir a semelhança com nossa própria adolescência. E a capa é bem lindinha, simples e agradável. Adorei a resenha!

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  14. Oie, barbara, o fato desse livro ter uma playlist já ganha uns pontinhos comigo, eu amo isso, mas, eu acho que ainda assim não faria a leitura porque eu não curto muito o perfil do livro, apesar de parecer uma história boa. Me identifiquei com a protagonista naquela parte de acordar cedo na casa dos outros e ter de esperar eles acordarem para levanntar.

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