08 setembro 2017

[Semana nacional] Resenha: Em nome dos pais - Por Matheus Leitão



Título: Em nome dos pais
Autor (a): Matheus Leitão
Páginas: 448
Editora: Intrínseca
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Sinopse: Desde pequeno, Matheus Leitão ouvia as expressões “perseguição”, “prisão” e “porão” sussurradas por seus pais, os jornalistas Marcelo Netto e Míriam Leitão. A assustadora palavra “tortura” apareceu bem mais tarde. Movido pela curiosidade de compreender o passado, o jovem perguntador passou a recolher retalhos de uma história dolorosa, que se iniciou em 1972, no Espírito Santo, quando os pais militavam no PCdoB. Delatados por um companheiro, foram presos e torturados. Na ocasião, Míriam estava grávida de Vladimir, o primeiro filho do casal.
Matheus também seguiu a carreira de jornalista, dedicando-se a reportagens sobre direitos humanos e ditadura. Em nome dos pais é resultado de suas incansáveis investigações, que começam pela busca do delator e seguem com a localização dos agentes que teriam participado das sessões de tortura de seus pais. Passado e presente se entrelaçam nessa obra, que reconstitui com rigor eventos do início dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas.
Uma história sobre pais e filhos, sobre reconciliação e responsabilidade, sobre encontros impossíveis. É também uma história sobre um país que ainda reluta em acertar as contas com um passado obscuro.


"Lembrei-me novamente do personagem de James Joyce, em Ulisses, que diz em determinado momento do romance: “A História é um pesadelo do qual eu estou tentando acordar.” Era tempo de acordar do nosso."

Corria o ano de 1972 no Brasil. Para quem olhasse de fora, as coisas iam muito bem, uma vez que a economia a cada ano crescia, de uma forma que o povo brasileiro jamais havia visto. Pessoas de classes mais inferiores, agora podiam ter coisas nunca sonhadas, como carros, televisores, dentre outros produtos tão desejados, e aqueles que já possuíam bastante dinheiro, conseguiam aumentar suas fortunas de uma maneira ágil. Porém, as coisas não eram tão bonitas quanto alguns meios de comunicação tentavam demonstrar. Desde o ano de 1964, mais especificamente no dia 31 de março, véspera do dia da mentira, acontecia uma verdade que se tornaria dolorosa nos anos seguintes. Nessa data os militares, aproveitando-se de uma situação política frágil que reinava no país, tomaram o poder. Nas ruas, imperava o desespero. A polícia atacava, feria e coibia aqueles que tentassem ir contra o que se estava fazendo com o país. Nessa época, Míriam era uma garota, uma pré-adolescente, mal saída da infância. Marcelo, também estava nessa fase. Os dois, vivendo em lugares diferentes do país se tornavam filhos daquela ditadura, daquela barbárie que se instaurava em sua pátria amada.

“Perseguição.”
“Prisão.”
“Porão.”
O menino que ouvia era eu, e o jovem que militara, cheio de ideais libertários, meu pai. Lembro-me vagamente do relato, feito no sofá de casa, em Brasília, após o jantar, entre livros e retratos que marcavam a história dele e de nossa família. Aos doze anos, palavras como aquelas me soavam estranhas, injustas, de certa forma etéreas. À época, eu nem sabia direito o que significavam. Mas começava a aprender sobre uma luta comovente de resistência contra um regime opressor que cerceava direitos civis. A palavra “tortura”, para mim o pior de todos os substantivos, não foi mencionada naquele dia."

Anos depois, já entrando na vida adulta, os dois sabiam melhor do que ninguém o que vinha acontecendo. Aliados a milhares de jovens que cresceram com o mesmo destino, Marcelo e Míriam não se conformavam com o que ocorria. A cada dia, uma novidade surgia. Os meios de comunicação eram violentamente censurados. Os AI, atos institucionais, eram editados de tempos em tempos, levando o terror àqueles que tomavam conhecimento do que estava sendo instituído, e 1972 estava exatamente em meio aos que viriam mais tarde a ser chamados de Anos de chumbo. Foi dessa maneira e em meio a esse clima que Marcelo Amorim, um jovem estudante do quarto ano de medicina envolveu-se com os movimentos estudantis e com o PCdoB, partido comunista do Brasil, que eram contrários àquela ditadura e que tentavam, por meio de diversas ações, ir contra ela e até mesmo ousavam planejar derrubá-la. Morando em vitória, no Espírito Santo, Marcelo já estava envolvido de forma intensa em tudo aquilo quando conheceu Míriam.

"— Eu posso te matar, sabia? — disse um militar de olhos azuis com o revólver apontado contra a cabeça da jovem Míriam, de dezenove anos.
— Sim, você pode — respondeu ela, mas não houve o tiro."

Vinda de itaguatinga, interior de Minas Gerais, a jovem Míriam tinha somente dezenove anos, e chegava a vitória a fim de estudar jornalismo. Ousada, corajosa, e querendo mudar o mundo, ela e Marcelo se apaixonaram assim que se conheceram em um show. E foi a partir daí que a garota também se envolveu no movimento comunista. Até o dia em que o casal foi preso, torturado e espancado, tudo isso enquanto Míriam gestava seu primeiro filho, Vladimir. Isso seria só o começo de dias de luta e sofrimento. Porém, anos mais tarde a ditadura acabaria, a vida seguiria em frente, e os jovens protagonistas daqueles episódios silenciariam aquelas terríveis lembranças dentro de si, porém, seus filhos não, e um deles, passados mais de trinta anos, sairia em busca de compreender e desvendar a triste história de luta dos pais, nos apresentando o que encontrou nessa busca, no livro Em nome dos pais, uma forma de não nos deixar esquecer, de não nos deixar perder um passado que foi tão importante para tudo o que somos e nos tornamos hoje em dia.

"Contar uma história pode ser, às vezes, uma forma de falar de muitas outras."

Com escrita tocante, que nos traz lágrimas aos olhos, um nó  na garganta e um apego imenso a nossa história, encontramos nesta obra uma reportagem da melhor qualidade, nos permitindo seguir o passo a passo do jornalista e permitindo que façamos junto com ele as descobertas, explorando camada por camada, até chegarmos a uma compreensão intensa e verdadeira de tudo o que se passou naquele período.

"Apesar de ser um não nascido quando tudo isso se passou, o reencontro com o passado ocorreu num presente em que tenho filhos, aos quais quero contar a história da geração dos seus avós. Escrevo para que meus filhos não se esqueçam da luta dos meus pais. Tento ser esse elo no tempo para que ela nunca se perca."






Sabem aqueles livros que assim que nos deparamos com a sinopse, temos uma certeza interna de que ele nos tocaria de alguma forma? Foi o que aconteceu com essa obra. Assim que descobri a divulgação da editora intrínseca em torno dele, logo me interessei, e por dois motivos principais. O primeiro porque eu amo livros que abordam reportagens jornalísticas. Gosto do modo como eles são escritos, do que eles nos ensinam e também me interesso profundamente pelo tema ditadura militar, o que prometia na sinopse. O segundo motivo é um pouco mais pessoal, pois eu já li um livro de ficção escrito pela mãe de Matheus, a jornalista Miriam leitão, a protagonista de que se fala nessa reportagem, e como sou apaixonada pelo livro que Miriam lançou, envolvendo a ditadura, chamado tempos extremos (Aliás, Matheus, se estiver lendo isso algum dia, pede para a sua mãe escrever mais ficções, pois ela é maravilhosa), eu imaginei que o filho teria muita coisa interessante a nos apresentar também, e eu estava totalmente correta.

Aqui, Matheus nos relata sua adolescência, dos trechos de conversas meio interrompidos nos quais ouvia seus pais falando do período da ditadura, e de seu desejo de entender um pouco mais sobre tudo o que eles passaram. Nesse ponto, me identifiquei muito com o autor, pois sou da área do direito, mas sou uma apaixonada por história, e também quero sempre entender melhor o passado das pessoas e o que levou-as até ali. E foi essa curiosidade que fez com que o autor a princípio aos poucos, e depois de uma maneira intensa,  fosse em busca de materiais sobre o período de 1972, quando seus pais foram presos pela primeira vez. Como é jornalista, Matheus se envolveu em reportagens sobre a temática, e também conseguiu ter acesso aos processos que envolviam seus pais. Esse início  somente deixou-o ainda mais intrigado, e envolvendo-se em uma busca que durou mais de dez anos, Matheus reconstituiu aquele período, através de entrevistas, documentos, e tudo a que teve acesso, para fazer uma reportagem completa, dando voz às vítimas e algozes, torturados e torturadores.

Essa obra é cheia de pontos positivos, mas o maior deles, para mim, é o modo como o autor nos insere em sua busca, pois ele não se limita a nos narrar o que descobriu, e sim nos leva até essa busca. Para exemplificar melhor, quando Matheus contava-nos a sua conversa com um dos entrevistados, ele não simplesmente dizia como foi tal conversa, e sim nos dizia como procurou essa pessoa, das burocracias pelas quais passou, da recusa ou aceitação da pessoa em atendê-lo, e por aí vai, e nos conta até de como eram suas viagens até os locais, envolvendo até mesmo músicas que ele ouvia nos momentos, o que achei fascinante e só serviu para nos colocar mais dentro dessa busca juntamente com ele. Ainda, gostei muito do fato de que além de dar as informações sobre a ditadura, o autor faz algumas reflexões sobre deus, coisas destinadas a acontecer, dentre outras crenças, visto que ele acredita que muitas de suas descobertas foram guiadas por essa força maior, e confesso que tudo isso me deixou com um nó na garganta em vários momentos da escrita. Além disso, somos inseridos no ano de 1972, a partir dos relatos, e do modo que ele constrói, conseguimos até mesmo ouvir a jovem míriam conversando, sofrendo e lutando em busca de seus objetivos, em busca de conseguir tirar seu marido da prisão e em busca de esquecer e depois de relembrar toda essa história.

Eu não encontro pontos negativos a serem destacados, mas sei que para os leitores que não gostam de histórias reais, de reportagens e de  ditadura militar, esse pode ser um livro desinteressante, visto que não é algo tão bonito quanto a perfeição da ficção e há somente pessoas que convivem com suas histórias, e lutam contra as lembranças cada um à sua maneira.

É difícil se falar em personagens aqui, uma vez que se trata de pessoas de carne e osso. Mas posso dizer que aqui vemos as diferentes facetas do ser humano, passando por aqueles que preferem lembrar, e aqueles que preferem esquecer, aqueles que querem fingir que nada aconteceu, bem como aqueles que se arrependem das formas como contribuíram nesse período. Com certeza dentre tudo o que foi narrado, o que mais teve o poder de me tocar foi a história da gravidez de Miriam, e todas as probabilidades negativas que apontavam para esse bebê desde os primeiros dias dele, mas probabilidades que se modificaram e permitiram que Vladimir nascesse perfeitamente saudável.

O livro é dividido em 61 capítulos de um tamanho razoável, e a narração é feita em primeira pessoa, por mateus, que sempre nos informa de seus sentimentos, impressões e revoltas, sem perder também o tom jornalístico, além disso, realizei a leitura em ebook e não encontrei erros.

Acredito que essa deveria ser uma história lida por todos, entre jovens e pessoas mais velhas. Deveria ser leitura obrigatória nas escolas, nas universidades e em todos os lugares, pois mais importante do que conhecermos também nosso presente e nosso futuro, é importante conhecer o nosso passado, que está ali, há apenas trinta anos de distância de nós; é importante conhecermos de quem somos filhos, do que somos feitos, conhecermos sobre quem lutou por nós, e acima  de tudo, é importante conhecermos a história, na tentativa de que os mesmos erros jamais sejam repetidos e que nossa nação sempre obedeça a seus princípios maiores, respeitando a dignidade da pessoa humana, a cidadania e a liberdade.

19 comentários:

  1. Olá Tamara;
    Uma leitura e tanto pelo visto. Um enredo forte e real. Concordo que devia ser uma leitura obrigatória, ainda mais nos tempos que estamos vivendo, onde o cenário politico está tão tumultuado e muitos desejam intervenção militar, não estou falando sobre minha opinião sobre o assunto, digo apenas que devemos conhecer ambos os lados da moeda e este livro parece cumprir com está missão.

    O layout do seu blog é lindo, amei.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/2017/09/eu-li-fake_8.html

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  2. Olá
    Uau esse livro parece ser muito bom, também amo história, e o trabalho do autor parece excelente, e sabendo a história dos pais deles podemos saber um pouco mais de nossa história.

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  3. Oi Tamara,
    Não tenho nada contra ler obras com personagens reais e que sofreram com a Ditadura, mas não fiquei com a menor vontade de ler esse livro, pois achei a premissa dele meio cansativa e não é o que preciso no momento, sabe?
    Fiquei muito contente por você ter curtido essa leitura e por indicá-la com tanta vontade.
    Beijos

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  4. Oie, tudo bem?
    Eu já coloquei esse livro na minha lista de desejados! Que coisa linda! O título já meio que me embargou, e saber do conteúdo todo é realmente emocionante. Quero muito conferir a leitura e saber tudo sobre a investigação de Matheus, e suas descobertas.

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  5. Oi tudo bem?
    Não conhecia o livro até ler sua resenha mas adoro obras reais acredito que são ainda mais emocionantes e essa ainda se passa na ditadura não tem mas como não se emocionar, anotei a dica.

    Beijos

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  6. Olá, ótima resenha. Ainda não conhecia o livro, mas como gosto de não-ficção, é uma leitura que gostaria de fazer. Achei super interessante o fato de o filho ir em busca do que aconteceu com os pais na época da ditadura, um período pelo qual nosso país passou e que não devemos esquecer.

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  7. Olá,Tudo bem?
    Se uma das partes da história do Brasil que eu sou fisurada é a época da ditadura.
    Toda aquela luta e opressão me deixa de um jeito diferente e me faz querer saber mais.Em nome do pais entraram como leitura obrigatória e que com certeza emocionara
    Obrigada pela resenha
    Bjs

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  8. Oi Tamara,
    Não sabia da existência desse livro e simplesmente adorei! A Miriam Leitão é famosa no undo jornalístico e é muito bacana ver o filho dela escrevendo um livro sobre a vida da família e a ditadura. Como você disse é realmente muito importante conhecermos o passado do nosso país, pois vejo que atualmente existe uma grande desinformação sobre o assunto.
    Beijos
    Blog Relicário de Papel

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  9. Oi, tudo bem? Confesso que, apesar de conhecer a jornalista, não sabia absolutamente nada disso, nem imaginava. Quando ouço falar dessa época, me lembro de um professora que tive no ensino médio. Não me lembro o nome dela, mas nunca me esqueci da expressão quando ela nos contava como era dar aulas nessa época. Eu gosto muito desse tipo de assunto, por algum motivo me sinto atraída por ele, mas não é o tipo de leitura que posso ler a qualquer momento. É daqueles livros que tenho que ler quando está tudo bem, sabe? Acabo sempre ficando meio mexida com essas histórias. Mas amei a dica.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

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  10. Olá,
    Já quero pra ontem esse livro. Nos tempos que vivemos, acho que séria muito bom as pessoas verem um pouco dos momentos de treva pelo qual nosso país passou e julgo eu ainda nem se recuperou.
    Já conheço um pouco da trajetória da Mirian, mas com certeza esse livro irá abrir clarear mais sobre ela e não a profissional.
    E tudo isso ainda pela perspectiva de seu filho. Se não me engano ela ainda foi torturada quando grávida.
    Dica anotada.

    Bjs,
    Garotas de Papel

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  11. Olá!
    Achei a capa desse livro bem interessante, mas pelo o enredo e pelo o que li na sua resenha ele não é o tipo de livro que me atrai e prende. Mas se você acredita que é uma historia que deva ser lida por todos, quem sabe eu me informe mais sobre. Adorei o seu post alias ♥
    Um beijo

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  12. Oii Tamara! Mais uma resenha incrível e dica imperdível. Livros sobre a ditadura, guerras e episódios marcantes da nossa história são sempre tão tocantes! Mesmo antes de ler sei que a leitura seria decisiva, ainda mais se tratando de uma história real, em primeira pessoa. Dica anotadíssima!

    Beijos

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  13. Olá...
    Adorei a sua resenha!
    Ainda não conhecia essa obra, mas, adorei tudo que voce falou na resenha... Adorei a premissa, acho que tem tudo para ser uma letura interessante pra mim, então, vou anotar nos meus desejados.
    Sua resenha está nota 1000...
    Bjo

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  14. Oi!
    Não conhecia esse livro, e confesso que nunca li nenhum livro sobre o tema da ditadura ou que tenha um cunho mais jornalistico, mas pela sua resenha deu pra perceber que esta é uma leitura muito importante, então com certeza se um dia tiver a oportunidade o lerei

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  15. Oii,

    Eu já tinha visto esse livro e fiquei pensando "o quanto eu vou me revoltar se ler está história?" e "será que realmente é um bom livro?" e parece que sim, pra que gosta de história (embora eu ache que todo mundo deveria ler, afinal meio que é a nossa história) e agora eu tenho a certeza de que é uma leitura que vai valer a pena.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com/

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  16. Não faz muito meu estilo de leitura, mas adorei sua resenha tá completíssima e muito bem escrita.

    Bjs
    Suka
    http://www.suka-p.blogspot.com.br

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  17. Sua resenha está um capricho e fiquei com muita vontade de conhecer o livro, por se tratar de épocas pesadas e tristes, mas que deixaram um legado, os personagens também me chamaram bastante atenção.

    xoxo

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  18. Oi Tamara.
    Eu também adoro jornalismo (adorei o fato de o autor narrar como chegou à informação) e gosto muito de saber tudo que envolve a ditadura no Brasil. O que faz desse livro uma excelente pedida para mim
    É muito interessante a autor narrar o que aconteceu com os pais dele, é uma excelente forma de eternizar a história deles.
    Sua resenha, como sempre, está muito completa e bem escrita.
    Pretendo ler.
    Beijos.

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  19. Oi, Tamara!
    Não conhecia o livro, mas pela sua impressão fiquei curiosa e me pareceu uma leitura intensa e daquelas que nos marcam. Não sei se terei oportunidade de ler o livro, mas se tiver chance vou ler e ver se o livro me agrada.

    Beijos,

    Rafa [ blog - Fascinada por Histórias]

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