22 setembro 2017

[Resenha] O ódio que você semeia - Por Angie Thomas



Título: O Ódio que Você Semeia
Autor (a): Angie Thomas
Páginas: 378
Editora: Galera Record
Skoob || Goodreads
Compre: Amazon || Saraiva || Submarino

Sinopse: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.
Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
Não faça movimentos bruscos.
Deixe sempre as mãos à mostra.
Só fale quando te perguntarem algo.
Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.



"A outra conversa foi sobre o que fazer se um policial me parasse.
Mamãe se agitou e falou para o papai que eu era nova demais para isso. Ele argumentou que eu não era nova demais para ser presa nem levar um tiro.
— Starr-Starr, faça o que mandarem você fazer — disse ele. — Mantenha as mãos à vista. Não faça movimentos repentinos. Só fale quando falarem com você."

Starr Carter é uma garota negra de dezesseis anos. Durante toda a sua vida, ela conviveu com os preconceitos relacionados a sua cor. Aos dez anos, viu uma amiga morrer, atingida por um tiro vindo sabe-se lá de onde, e então, a partir desse dia, seus pais, preocupados com o que ela e os irmãos poderiam ver dali para a frente, colocaram-nos em uma escola fora do bairro, um lugar onde estudavam pessoas ricas, e em sua maioria brancas. Foi assim que a garota passou a coabitar dois mundos: o primeiro era o do bairro onde morava, o Garden Heights, um lugar  onde a maioria das pessoas se conheciam e se ajudavam mas também onde se podia ouvir tiros a qualquer hora do dia, ver pessoas morrendo por brigas de gangues, e assassinadas por outros motivos, ou ainda via-se o tráfico de drogas em seu auge. O segundo mundo era a escola e seus colegas brancos, onde Starr era considerada descolada, por ter uma cor que destoava da deles, mas para isso, muitas vezes falava e agia de um modo diferente, e raramente levava seus amigos até sua casa, pois não queria mostrar ser a "garota do gueto", para não gerar ainda mais preconceitos.

"Já vi acontecer um monte de vezes: uma pessoa negra é morta só por ser negra e o mundo vira um inferno. Já usei hashtags de luto no Twitter, repostei fotos no Tumblr e assinei todos os abaixo-assinados que vi por aí. Eu sempre disse que, se visse acontecer com alguém, minha voz seria a mais alta e garantiria que o mundo soubesse o que aconteceu.
Agora, sou essa pessoa, e estou morrendo de medo de falar."

Porém, no fim das férias de primavera, ao ser convidada para uma festa em seu bairro, Starr, que raramente comparecia nessas ocasiões, resolveu ceder aos apelos de sua colega. E dessa forma, durante a ocasião, enquanto reencontrava seu velho amigo de infância, Khalil, ela se surpreende ao ver tiros sendo disparados devido a uma briga. Assim, Starr e Khalil se afastam logo da festa, para não ficarem no meio da confusão, e o garoto se propõe a levá-la para casa. No caminho, ambos são parados por policiais, e, Starr, já alertada por seus pais desde pequena, teme o que eles fariam. E o que deveria ser uma parada comum, se torna uma grande tragédia quando o policial, agressivo, trata mal Khalil, e atira em suas costas quando ele apenas abre a porta do carro a fim de saber como a amiga está. Enlutada e sofrendo, Starr não sabe o que fazer, e teme por sua vida se entregar toda a história, mas ao mesmo tempo sabe que não pode deixar o mundo vendo seu melhor amigo sendo enterrado como um bandido, e sabe que sua voz é sua maior arma e que precisa falar, para que haja ao menos uma tentativa de justiça, ao mesmo tempo que sofre e sente saudade do garoto que ela deixara de conhecer nos últimos meses de vida.

"— Ele tinha um grande coração — digo. — Sei que algumas pessoas o chamam de bandido, mas, se você o conhecesse, saberia que não é o caso. Não estou dizendo que ele era anjo nem nada, mas ele não era uma pessoa ruim. Ele era… — Eu dou de ombros. — Ele era um garoto."

Com uma narrativa que prende, um enredo incrível, que traz diversos temas pertinentes, e personagens que se tornam inesquecíveis, Angie Thomas mostra uma incrível habilidade de falar de temas importantes sem perder a leveza, e se mostra uma voz necessária nos tempos em que vivemos atualmente.

"Ter coragem não quer dizer que você não esteja com medo, Starr — diz ela. — Quer dizer que você segue em frente apesar de estar com medo. E você está fazendo isso."






Quem me conhece sabe que livros juvenis ou jovens adultos não  estão dentre meus preferidos. Na verdade, eu raramente chego perto deles, pois sei que não fazem meu perfil. Porém, quando vi a sinopse de O ódio que você semeia, senti que poderia ser uma das exceções que me surgem de vez em quando, e que eu poderia gostar. Dessa forma, o adquiri e, querendo uma leitura menos focada nos romances, resolvi iniciá-lo. E, preciso admitir que embora tivesse uma ideia de que seria algo que me agradaria, confesso que eu não estava preparada para o quão seria arrebatada por esse enredo. Foi um livro que me sugou desde a primeira página e que eu não consegui parar de ler até chegar ao seu final, ainda que quando terminei, fiquei lamentando, pois já queria mais daquele bairro, daquelas pessoas e daqueles personagens tão incríveis e daquele enredo que fica martelando na nossa cabeça por muito tempo.

Não sei nem por onde eu deveria começar a destacar todos os pontos que me cativaram nesse livro. Mas talvez, o primeiro deles, seja a leveza como a autora conseguiu conduzir toda a história e mesmo em alguns momentos vindo lágrimas ao nossos olhos, a leitura é fácil e fluída, e faz com que nos sintamos em casa. Ainda, é fato que desde as primeiras páginas, a autora alcançou seu objetivo principal de fazer o leitor refletir sobre o racismo, que ainda existe tão intensamente nos tempos atuais, e me fez mergulhar em um mundo que antes eu pouco conhecia, mas que a partir dessa trama, pude conhecer bem de perto e me senti lá, ao lado de cada um que ouvia as palavras bruscas, ou que julgavam Khalil, apenas pelo lugar de onde ele vinha, e mostrou que mesmo esse enredo sendo uma ficção nós temos milhares de Khalils por aí, e que em todos os lugares do mundo, a cada hora, pessoas brancas estão matando pessoas negras, como se elas tivessem de ser anuladas do mundo em que vivem, somente por sua cor. Também, apesar de ser um enredo ficcional, ele demonstra bem a realidade de como esse tipo de caso é tratado pela imprensa, pela sociedade que não conhece de perto o racismo e também pela justiça, e a autora não tenta pintar algo irreal só para fazer tudo ficar mais bonito, e nos mostra em diversos momentos como é a realidade crua de várias pessoas como Starr, e, provavelmente, essa magistralidade em transmitir tão bem essa história, se deva ao fato de a autora ser negra, e estar transmitindo para nós fatos do que já viu, viveu ou ouviu.

Outra coisa que me fascinou muito aqui, foi a maturidade dos personagens, pois há sim alguns momentos em que Starr e seus amigos são apenas adolescentes comuns, fazendo as coisas banais que adolescentes fazem, mas em outros, ela é uma menina que carrega uma bagagem emocional muito forte, e desde cedo aprendeu coisas que crianças não deveriam presenciar, e ouviu lições que precisaria para sobreviver, mesmo quando nem sabia o que elas significavam na realidade.

Ainda, um ponto que me cativou de uma forma arrebatadora foram os personagens, e, creio que eles foram um dos motivos que me fizeram amar esse livro, pois a família de Starr é acolhedora, cheia de humor, de dramas, e de amor, fazendo com que nos identifiquemos com cada um deles e que os vejamos como seres humanos que bem poderiam ser reais, e, não consigo nem começar a pensar em qual deles seria meu favorito: a madura Starr, com sua vivência em dois mundos? O meigo e engraçado Sekani, irmão mais novo de Starr, que sempre está pregando peças infantis, ou seria o meio irmão da garota, Seven, que é apenas um menino mas já tem tanta responsabilidade sobre si... Poderiam ser meus favoritos também, os pais de Starr, Lisa e big Mav, ela, uma leoa, que luta por seus filhos de qualquer maneira, e é, ao mesmo tempo tão meiga e tão firme enquanto mãe, ou seria ele, um dos homens mais dignos, responsáveis e engraçados que já encontrei na literatura.  Ainda, seus amigos não deixam a desejar, e aqui, encontramos várias pessoas, desde os brancos e ricos que estudam com Starr, até os negros de seu bairro, além de vermos pessoas más, e pessoas boas, as preconceituosas, e aquelas que sequer veem diferença na cor das pessoas. Mas, preciso dizer que apesar de ter um núcleo grande de personagens, ainda assim, há espaço para todos e eles conseguem se destacar muito bem, cada um à sua maneira e conseguem nos marcar com suas atitudes, palavras, desejos e receios.

E há romance nesse livro? Sim, existe um romance lindo, tocante e daqueles que me fez soltar suspiros por diversos momentos. Starr namora Chris, um garoto branco de sua escola, que apesar  de fazer as besteiras comuns dos garotos de dezesseis anos, é uma pessoa que apoia Starr em todos os momentos, que quer penetrar no mundo da garota, mesmo este soando tão diferente para ele, e que quer estar ao seu lado independente de qualquer coisa, pois não vê uma garota negra que para a sociedade seria muito diferente dele,  e sim vê a garota linda, inteligente e carinhosa que ele ama.

É difícil inserir esse livro na mesma frase que a expressão "pontos negativos". Eu particularmente tenho muita dificuldade de encontrar algum, pois considerei esse enredo incrível do princípio ao fim. Mas, é preciso focar no fato de que é uma trama que embora tenha sido construída de forma leve, ainda assim traz uma temática forte e densa que é o racismo e o preconceito, em suas mais diversas faces, e isso pode ser incômodo para os leitores que não gostam de encontrar esse tipo de tema, por acharem-no pesado demais, ou por não se sentirem a vontade com ele. Também, embora eu mencionei que há um romance, ele não é o foco da trama e tem muito mais coisas envolvidas, então, para aqueles que esperarem um enredo somente fofinho e focado em amor, certamente não o encontrarão aqui e isso pode ser um fator de frustração.

A história é dividida em vinte e seis capítulos, e a narração foi feita em primeira pessoa, por Starr. Confesso que eu não senti em nenhum momento falta de outras visões, pois a narração da garota é completa e supre tudo o que queremos saber, e, embora eu tenha me apaixonado pela história, creio que grande parte do fascínio está em ela ser um livro único, que abre asas para a nossa imaginação após o final. Cabe destacar ainda, que esse livro terá uma adaptação cinematográfica, sendo que vários atores já foram escalados para os papéis, e a atriz Amandla Stenberg, conhecida por seu papel da personagem Rue, na trilogia jogos vorazes, será a intérprete da protagonista Starr.

Essa obra é uma leitura extremamente necessária  para diversos públicos, desde os adolescentes, pois traz uma linguagem fácil e acessível, até para adultos, pois é um enredo que tem o poder de nos tocar,, sensibilizar e nos levar a refletir em qualquer fase da vida.

27 comentários:

  1. Olá!

    Estou morrendo de vontade de ler esse livro desde que lançou!! E fiquei super feliz em descobrir que vai virar filme e ser protagonizado pela Rue de Jogos Vorazes. Acho que vai ficar incrível!

    Beijos,
    Isa
    Viciadas em Livros
    Participe do Amigo Secreto Literário do Viciadas em Livros

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  2. Olá, como vai?
    Fico feliz que a história tenha te cativado tanto, é sempre uma delícia quando isso acontece. Também não sou uma grande fã de livros juvenis, mas suas considerações e seu entusiasmo, me deixou louca de vontade para conhecer essa história. Já coloquei o livro em minha lista de desejados, e espero em breve poder fazer a leitura dessa história que parece ser incrível.

    Beijos!

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  3. Ola,
    Parabéns pela resenha super completa. Pelo que li acho que esse não é um livro comum, ou daquele tipo divertido para pegar entre uma leitura e outra. É um livro pesado com um enredo interessantíssimo e um assunto que realmente mexe com as pessoas. Fiquei muito curiosa em conhecer ele, parece ser algo bem descrito. Um detalhe não sei porque quando comecei a ler sua resenha lembrei daquele seriado "Todo mundo odeia o cris" sabe? Mas, depois é claro perdi a referência porque esse parece tratar do assunto racismo com uma seriedade muito maior. Gostei de saber também que vai sair filme sobre ele se puder também quero conferir. Gostei da sua dica.
    Beijos
    Raquel Machado
    Leitura Kriativa
    leiturakriativa.blogspot.com

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  4. Olá! Nossa, fiquei completamente tocada. Sua resenha explicou de maneira brilhante a essência do livro e imaginar que é uma triste realidade. É claro que será uma leitura forte e que vai me emocionar, beijos!
    Entre Livros e Pergaminhos

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  5. Meu Deus, esse livro já está na minha lista, agora então virou prioridade! Havia colocado por motivos de: A CAPA É LINDA. E eu imaginei que racismo e preconceito fariam parte da temática, mas não dessa maneira. Quero muito ler! Obrigada pela resenha!

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  6. Oi Tamara
    Que resenha magnífica!
    Esse livro está em minha lista de leituras e depois de conhecer esses preciosos detalhes fiquei ainda mais curiosa. Fiquei feliz de saber que a autora soube conduzir de forma leve mais marcante um tema tão importante como esse.
    Amei suas impressões e espero ler em breve!

    Beijinhos
    Rizia Castro - Livroterapias

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  7. Não sei nem o que falar desse livro, são tantas emoções e realidade que deixam a gente perturbado, mas é bom de ler e tão bem escrito que você não quer largar.

    A resenha ficou ótima, parabéns.

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  8. Eu como vc tbm evito livros juvenis e livros com personagens muito jovens. Pela sinopse do livro já não daria nenha chance a ele, mas pela sua resenha ele parece ser uma das raras exceções que daria a um livro nesses parâmetros. Espero poder ler um dia!

    Raíssa Nantes

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  9. Li algo sobre este livro essa semana e confesso que despertou muita curiosidade. O enredo me parece ser envolvente e bem reflexivo.
    Vi o filme Doze anos de escravidão e fiquei imensamente consternada com tudo e as coisas ficam piores quando sei que isso tudo realmente aconteceu e acontece,
    como vimos no mês passado na Virgínea.Pretendo muito em breve ler este livro.

    Beijos Tamara.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  10. Que resenha completa e muito esclarecedora!
    Não conhecia o livro e fiquei encantado com ele.
    É uma história bem original e atual, não é?
    Recentemente em uma matéria de um jornal, uma moça branca em uma abordagem policial, quando foi pegar a carteira na bolsa, estava tão nervosa que o policial perguntou se ela estava bem ou algo assim... E ela disse que estava com medo, porque é nessa hora em que os policiais atiram. Então o policial disse: "Mas nós só atiramos nos negros, a senhora não é negra"
    Enfim... eu acho bem útil trazer essa realidade à reflexão das pessoas que acham que negros e brancos sofrem preconceito de cor da mesma forma, ou acham que quando se denúncia uma situação de racismo é vitimismo e mimimi.
    Enfim... Fiquei encantada com o livro apesar de não fazer meu gênero de leitura e também achei o título muito forte, mas achei a história indispensável e saber que tem um romance fofo, muito me agrada. rsrs Dica anotada! Grata pela sugestão!

    Eliziane Dias

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  11. Nossa, que ótima a sua resenha! E gostei muito do que você descreveu porque eu já li livros sobre isto e já presenciei muito esta coisa do preconceito e acho isto muito triste viu. Acho um absurdo as pessoas verem diferença entre outras pessoas.

    Greice
    Blogando Livros.

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  12. Oi Tamara.
    Gostei muito de a autora ter abordado um assunto tão sério de maneira tão realista.
    Sim, ela presenciou algo impensável e agora vai ter que fazer sua escolha e lidar com as consequências. Além da questão do que é certo e o que é errado, tem também o fato de como aquela decisão vai afetar sua vida pessoal.
    É um assunto muito sério e complexo que precisa ser discutido e é simplesmente incrível a autora ter conseguido escrever um livro adequado e capaz de atrair o público jovem.
    Adorei a resenha e fiquei com vontade de conferir a obra. Na verdade, acabei ficando com vontade de ler os últimos quatro livro que você resenhou. :O
    Beijos.

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  13. Oi Tamara, tudo bem? Amei sua resenha e saber tua opinião sobre esse livro. Só posso dizer que você me deixou ainda mais ansiosa por essa leitura! Esse é definitivamente um livro bem forte, e necessário. Já prevejo muitas lágrimas, muita revolta e muito amor. Quero MUITO ler! Espero fazer isso o mais breve possível <3

    Beijo!

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  14. Oi lindona,

    Sus resenha está super tocante e bem detalhada que só no começo já tive uma vontade enorme de conhecer essa história.
    Gosto de enredos tensos e leves...que são bem equilibrados que mostram que os adolescentes sofrem demasiadamente com preconceitos e dilemas pessoais que podem se tornar problemas intensos e profundos na maturidade de idade.

    Beijos!

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  15. Oi. :)
    A premissa me parece ser bem forte e abordar um tema que só cresce entre alguns autores, me deixou curiosa.
    Terminei de ler um por esses dias sobre racismo e foi uma leitura incrível, o amor venceu no final.
    Resenha maravilhosa flor, parabéns.
    Vou anotar a dica, pra quando tiver oportunidade lê-lo.
    Blog As Meninas Que Leem Livros - Lauri Brandão

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  16. Oi!

    Eu amei a proposta dessa obra, mas infelizmente não faz o meu estilo de leitura, mas com certeza irei indicar para uma amiga ela irá amar a leitura dessa obra!

    Bjss

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  17. Oi Tamara, ainda bem que você deu uma chance para este jovem adulto né? Tenho lido elogios empolgados sobre ele e claro, a vontade de ler é imensa, até porque o tema abordado é pertinente, infelizmente. Sua resenha me deixou ainda mais curiosa e tenho quase certeza que marei o livro que ele agregará muito.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  18. Oi, Tamara!
    Ai esse livro é incrível! Quando lançou lá fora eu fiquei com os dedos crizados para lançarem por aqui também para mais pessoas poderem conhecer essa narrativa poderosa que a Angie tem. Esse é um tema tão importante e os personagens são tão maravilhosamente construídos que nem sei o que dizer, só sentir. Fico muito feliz que você tenha dado uma chance para esse YA :))
    Beijos!

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  19. Oi! Que livro lindo! Já me encantei pela capa, mas a premissa é uma incrível lição de vida. O tema ainda é atual, portanto deve ser uma obra marcante mesmo, e sua resenha transpassou isso.
    Gostei de saber que é uma leitura leve e fluída, e já anotei a dica aqui. Beijos!

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  20. Oi!
    Estou desesperada para ler esse livro, acho a temática que a autora aborda simplesmente incrível e pela sua resenha da pra perceber que o livro é muito bem desenvolvido.
    Fiquei com mais vontade ainda de le-lo

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  21. Eu tenho vontade de gritar pro mundo todo ler esse livro! <3333
    Eu li ele faz um tempo e ainda não consegui tirar ele da cabeça! O tópico é tão persistente e o livro abre tanto a cabeça das pessoas que leem que é surpreendente. Realmente, para um livro de estreia, a Angie Thomas conseguiu um feito que eu não via fazia muito tempo. A escrita dela é brilhante e a narrativa toda te joga tanto pra dentro do mundo da Starr que fica difícil sair e não pensar nessas coisas durante o seu dia.
    Ótima resenha e ÓTIMO livro <3
    Beijos!

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  22. Que resenha maravilhosa, já coloquei este livro na minha wishlist. Acho incrível livros com temas como esse, é necessário que esses temas sejam discutidos. Se você não assistiu um documentário, que tem na netflix, chamado A 13º Emenda, assista!

    blogabstraindoideias.blogspot.com

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  23. Oi, Tamara

    Ótima resenha, como sempre. Eu também não sou lá muito chegada em livros YA, mas acho que também abrirei uma exceção para esse livro, viu. O enredo é muito interessante e através das resenhas que tenho lido parece que a autora conseguiu trabalha-lo muito bem.
    Sabe o que está me deixando bem curiosa? A família de Starr! Em toda resenha as pessoas falam deles e sinto que eles são muito maravilhosos mesmo!

    Beijos

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  24. Oi, tudo bem?

    Estou super empolgada para ler este livro. Assim que ele chegou para mim, pensei em passar ele na frente dos outros livros, mas como tinha um prazo, tive que esperar para lê-lo. Já ouvi muitos comentários sobre a obra e sei que vou amar e que vou favoritá-lo no final.

    Beijos.

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  25. Oiee Tamara ^^
    Eu fiquei surpresa quando vi mesmo que a escrita da autora era leve, considerando que a protagonista tinha presenciado o assassinato de seu amigo. Quando comecei a ler o livro, imaginei que seria bem pesado, mas me surpreendi muito com a história, fiquei encantada com os personagens (a família da Starr é mesmo maravilhosa, né?) e adorei o romance (fiquei muito feliz quando vi que era pano de fundo, e não o foco ♥)
    MilkMilks ♥
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  26. Olá,

    Curiosidade é meu sobrenome quando se trata desse livro, estou doida para lê-lo. Apesar de ser um assunto muito comentado, ainda há muito preconceito e racismo pelo mundo, infelizmente, principalmente nos Estados Unidos, quantos casos não vemos nos noticiários? Enfim, adorei sua resenha e quero muito ler esse livro, espero amar esse livro, ouvi coisas incríveis sobre.

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

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  27. Oi Tamara!

    Ao contrário de você, eu curto muito enredos infanto juvenis, então este livro já me agradaria de qualquer forma. Amei seus comentários sobre o enredo e fico muito feliz por ele ter te agradado mesmo não sendo seu estilo favorito, isso prova o quanto o livro é bom e o quanto eu preciso lê-lo. Obrigada pela dica!

    Ingrid Cristina
    Plataforma 9 3/4

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