13 setembro 2017

[Resenha] O garoto que tinha asas - Por Raiza Varella



Título: O garoto que tinha asas
[Encantados #2]
Autor (a): Raiza Varella
Páginas: 432
Editora: Pandorga
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 Sinopse: Depois do conto de fadas protagonizado por Bárbara e Ian em O Garoto dos Olhos Azuis chegou a hora de conhecermos a história de outro casal encantado. Augusto Bittencourt, vulgo Monstro, é um renomado médico, dono de uma carreira sólida e do hábito de dispensar uma mulher atrás da outra sem piedade. Nunca se apaixonou e não acredita que um dia irá encontrar uma mulher interessante o suficiente para mudar esse fato. Mas o destino parecia pensar diferente, em uma madrugada fria ele presencia um terrível acidente de carro e conhece a garota sem nome. Uma garota que há muito tempo não sabe o que é ter um lar, se sentir segura e não precisar fugir de ninguém até que, em meio aos destroços, ela vê alguém correr em sua direção, um garoto que ela poderia jurar ter asas. Embora Augusto esteja muito longe de se parecer com um anjo, ele acaba por salvar a sua vida. Pela primeira vez, o médico de pouco humor e muito caráter terá que enfrentar e ir contra todos os seus princípios para cumprir uma promessa que não deveria ter feito e de quebra, quem sabe, se apaixonar. Em O Garoto que tinha Asas vamos descobrir se o príncipe encantado realmente vem montado em um cavalo branco ou se sua cor é o que menos importa em meio a uma singela releitura de A Bela e a Fera.

Resenha anterior:
Encantados #1 - O garoto dos olhos azuis


Esta é a história de uma garota sem nome e um monstro. Uma jovem cuja única vida que conhece é repleta de dor, medo e fuga. Um rapaz que, por outro lado, vive cercado pelo amor da família, a profissão que ama e um bando de mulheres. Ela simples e doce, ele frio e a beira da arrogância. Estes são Ana e Augusto. Ele não sabe, claro, mas o nome dela é Ana. Nós, leitores, também não sabemos. Não de início. O que sabemos é que ela é uma garota assustada, obcecada pela ideia de estar sendo constantemente perseguida. E talvez esteja mesmo... tudo o que lhe interessa e manter-se segura, além de garantir a segurança de mais alguém.


"Eu tenho muitas regras e me obrigo a seguir cada uma delas diariamente. Talvez um psicólogo me diagnosticasse com Transtorno Obsessivo Compulsivo, ou TOC em um linguajar popular, mas minha obsessão vai muito além de um rótulo qualquer, ela é uma questão de sobrevivência, ela é necessária, ou é nisso em que eu tento acreditar."


Sobre Augusto, o que nós sabemos, além de que é o irmão mais velho e esquentadinho de Bárbara, nossa protagonista do livro anterior, é que é um médico dos bons e um mulherengo dos grandes. O amor da sua vida? Ele mesmo. Ajudar os outros não está entre suas atividades mais praticadas e derreter seu coração de gelo não é algo que se consiga com facilidade. Qual não foi a surpresa de todos (até dele próprio), então, quando este homem cujo apelido é monstro, sem qualquer explicação, designou alguns minutos de seu tempo para seguir o carro de uma garota que parecia em apuros. Mais surpreendente ainda, foi descobrir que ela estava mesmo em apuros e sentir um impulso de ajudá-la, quando seu outro perseguidor provocou-lhe um acidente. A maior surpresa de todas, no entanto, talvez tenha sido a de olhar nos olhos daquela garota ensanguentada e ferida, por dentro e por fora e dizer sim, para o pedido que mudaria sua vida em todos os sentidos.


"— Proteja minha vida. — Então, eu vi a primeira lágrima rolar pelos seus olhos e se misturar ao sangue viscoso grudado em sua bochecha. Franzi o rosto e balancei a cabeça sem entender. — No banco de trás, garoto com asas. Minha vida está no banco de trás. Esconda-a."


Nada o prepararia para olhar pra trás e ver um garotinho de mais ou menos quatro anos de olhos arregalados para ele. Nada o prepararia, também, para o choque de se dar conta que acabara de prometer esconder (ele nem sabia de que ou quem) uma criança com a qual ele não conseguia (nem queria) ter qualquer relação, já que ela recusava-se a dizer uma palavra se quer. A jovem, que ele acreditava ser a mãe do menino, perdera a consciência e não haviam garantias de que fosse voltar. Uma garota sem nome, um garoto mudo e uma promessa da qual ele não podia fugir. Um mistério que faria com que um certo monstro se redescobrisse e daria, à uma certa moça sem nome, a chance de encontrar asas naquele que de anjo nada parecia ter.


O garoto que tinha asas é o segundo livro da trilogia Encantados, sendo narrado em primeira pessoa, narração alternada entre os protagonistas Augusto e Ana.






Quem leu minha resenha anterior, na qual falo sobre o garoto dos olhos azuis, já sabe que esta tal de trilogia Encantados conquistou meu coração, né? E eu tenho que dizer que foi neste segundo livro que esta certeza chegou, me invadiu, alojou-se e ficou. Meu favorito, sim. Além de todos os pontos já destacados na outra resenha e que permanecem intactos, como a união e o amor demonstrados entre família e amigos, por exemplo, considerei extremamente positivo o mistério trazido pela história. É um romance clichê, sim, o típico mocinho errado que de alguma forma tem seu caminho cruzado à o de uma garota boazinha. É também um enredo recheado de humor e leveza. Porém, a autora conseguiu arranjar espaço para um suspense que nos prende e surpreende do início ao fim. Embarcamos na fuga de Ana e seu filho roendo as unhas de ansiedade para entender o motivo dela.

Quanto aos personagens, preciso dizer que Ana e Gus também foram meu casal favorito de toda a trilogia. Culpa deste contraste inegável que há entre ambos e que faz desta relação ainda mais quente, doce e cheia de conflitos. Há também, claro, o fato de serem donos de personalidades marcantes que cativam a gente por inteiro. Apesar de viver sempre assustada e tentando fugir ou se esconder, Ana é toda guerreira e esperta, de um jeito que faz a gente transbordar admiração. Augusto, com seu estilo cafajeste, pedaços de cara babaca e um tanto geladinho por dentro, foi o protagonista perfeito para este meu coração que parece que prefere os sapos aos príncipes, hahaha. Me apaixonei! Mas sério, observar aquele rapaz aparentando tanta incapacidade de amar e de pensar em alguém além de si próprio se redescobrir e conhecer lados seus que desconhecia é lindo, mesmo. Além de toda a diversão que é ver ele percorrer este caminho, o homem frio e durão tentando lidar com uma criança, por exemplo, é de fazer a gente morrer de rir e querer socar ele, às vezes. Porque sim, ele faz a coisa errada. Muitas vezes. Ele diz a coisa errada no instante mais errado possível. Mesmo quando a gente pensa "agora vai, agora deu tudo certo", não deu não, Augusto vai lá e estraga tudo. E esta foi uma das melhores partes, para mim. A naturalidade com que as relações se desenvolvem e com que as grandes mudanças acontecem.

Há também os personagens secundários que merecem destaque neste segundo livro, como Nic, por exemplo, filho de Ana. Criança mais fofa que a gente quer pegar no colo, cuidar e amar pra sempre. Além de Eva, avó de Augusto, cuja participação é grande na história e que muito nos ensina e diverte. Rever todos os personagens do livro anterior e matar a saudade foi, também, um bônus muito bem vindo.

O garoto que tinha asas é um enredo que reúne romance, suspense e comédia. Como não se apaixonar?

7 comentários:

  1. Fico feliz que tenha se confirmado a paixão pela série, que eu como sempre não conhecia, ando tão por fora rsrs
    Eita, já fiquei com raiva desse Augusto, como pode fazer tudo tão errado kkk
    Pelo reunião do enredo eu taparia ler, parece ótimo.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  2. Olá! Acho que sou uma das poucas pessoas que não gostou do livro e que não se afeiçoou pelos personagens, não é ruim, mas não consegui me prender ou gostar de muitas coisas. Mas fico contente que você gostou, a sua resenha está maravilhosa aliás ❤️

    Um beijo

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  3. Oi, tive a oportunidade de conhecer a autora mas foi a sua resenha que me instigou a conhecer essa trilogia. Adorei ver sua opinião e o quanto vc gostou. Obrigada, bjs

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  4. Pois é, eu sempre pensei que fosse algo mais sobrenatural, eu li a primeira resenha e achava isto e agora tenho lido mais resenhas sobre esta trilogia. Acho que vou começar a dar abertura a obras nacionais porque tenho pegado algumas e me surpreendido depois de algumas decepções, sabe?

    Greice
    Blogando Livros

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  5. Ainda não tive a oportunidade de iniciar a leitura desta trilogia, porém as suas resenhas me deixam com um sentimento de necessidade, isso mesmo, aquela vontade louca de largar tudo e me aventurar nesta história.

    Os personagens parecem ser incríveis, naquele estilo que nos conquistam ao ponto de acreditarmos em alguns momentos que eles são reais.

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  6. Olá !
    Sou louca para ler essa trilogia, antes mesmo de ler a sinopse dos livros, pois acho as capas um charme. Sempre vejo resenhas positivas e que instigam o leitor a querer fazer a leitura dos livros. Sua resenha me cativou ainda mais quando você disse que está amando a trilogia e não poupou elogios. Parabéns pela resenha!
    Beijos!

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  7. Oi, tudo bem?

    Já conhecia esse livro, mas ainda não tive a chance de lê-lo. Não me lembro bem sobre o primeiro livro, que li em uma outra resenha. A narrativa parece ser bem interessante e fiquei tentada a ler a trilogia. Vou procurar pelo livro no Skoob e quando surgir uma oportunidade, eu tento comprar para ler.

    Beijos.

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