25 agosto 2017

[Resenha] À espera de um milagre - Por Stephen King



Título: À espera de um milagre
Autor (a): Stephen king
Páginas: 400
Editora: Suma de letras
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Sinopse: Paul Edgecombe é um homem velho. Muito velho. E no asilo para idosos onde passa agora seus dias, Edgecombe é assaltado por lembranças do passado. Penitenciária de Cold Mountain. O macabro corredor da morte. Frios e cruéis assassinos. Por muito tempo, Edgecombe foi guarda do presídio onde ficavam os condenados à morte, e são muitas as histórias que insistem em visitá-lo em seus dias agora vazios. Mas há uma em especial que o atormenta. Há uma em especial que não deixará Edgecombe em paz até contá-la em detalhes. Todos os detalhes. É a assustadora história de John Coffey, o gigante assassino de duas meninas. Acompanhe Paul Edgecombe neste mergulho num passado de ódio, vingança e... milagres. O corredor da morte espera sua visita.


"Aconteceu em 1932, quando a penitenciária estadual ainda ficava em Cold Mountain. E, é claro, a cadeira elétrica também estava lá.
Os detentos faziam piadas sobre a cadeira do mesmo modo que as pessoas fazem piadas sobre coisas que lhes dão medo, mas que não podem ser evitadas. Chamavam-na de “Velha Fagulha” ou “Carga Pesada”. Faziam piadas a respeito da conta de eletricidade e de como o diretor Moores iria cozinhar a sua ceia do Dia de Ação de Graças naquele outono, já que sua mulher, Melinda, estava doente demais para cozinhar.
Mas, para os que efetivamente teriam que se sentar naquela cadeira, logo a situação perdia a graça. Presidi as 78 execuções durante o tempo que passei em Cold Mountain (esse é um número sobre o qual nunca me confundi, e me lembrarei dele no meu leito de morte) e acho que a maioria daqueles homens finalmente se apercebia por completo do que lhes estava acontecendo quando seus tornozelos estavam sendo afivelados ao carvalho sólido das pernas da Velha Fagulha. Vinha-lhes então a percepção (podia-se vê-la enchendo seus olhos, uma espécie de pavor frio) de que suas pernas tinham encerrado suas carreiras."

Paul Edgecombe era um homem de idade bastante avançada, que vivia, sozinho,  em um asilo para idosos. Sua vida fora simples, razoavelmente feliz e duradoura, e dela, ele trazia uma centena de memórias. Porém, uma dessas memórias possuía um imenso destaque para Paul, sendo ela do ano de 1932, ano no qual os Estados Unidos enfrentavam uma forte depressão financeira, e também o ano em que Paul era um guarda na prisão de Cold Montain, mais especificamente no setor do corredor da morte, onde presos condenados a execução na cadeira elétrica, aguardavam o dia da execução da suas sentenças. Trabalhando lá há muitos anos, Paul mantinha um bom relacionamento com seus colegas de trabalho: Harry, Brutal e Dean, e apenas suportava o novo funcionário, Percy, que era sobrinho do governador do estado e que utilizava-se de tal poder para fazer o que bem entendesse. Porém, não foram essas coisas que marcaram o ano de 1932 para Paul, após tanto tempo de trabalho naquele local. O que verdadeiramente marcou-o foi um homem que chegou lá, à espera de sua execução. Ele era John Coffey, um negro de dois metros, musculoso e com uma aparência assustadora, que havia sido acusado de estuprar e assassinar duas garotinhas gêmeas que tinham apenas  nove anos de idade.

"- Você fala, garotão?
- Sim senhor, patrão, falo - respondeu. A voz dele era retumbante, grave e tranquila. Fez-me pensar num motor de trator recém-regulado. Ele não tinha o sotaque arrastado do sul, mas havia uma espécie de construção sulista no seu modo de falar que observei depois. Era como se ele viesse do sul, mas não fosse do sul. Não parecia analfabeto, mas tampouco parecia ter instrução. Na sua maneira de falar, como em tantas outras coisas, ele era um mistério. Eram sobretudo os olhos dele que me perturbavam. Eles pareciam pacificamente vazios, como se ele estivesse flutuando longe, muito longe.
- Seu nome é John Coffey.
- Sim, senhor, patrão, como o que se toma com leite, só que não se escreve do mesmo jeito.
- Então você sabe soletrar, é? Ler e escrever?
- Só meu nome, patrão - disse ele com serenidade."

Dentre os três presos que estavam no corredor da morte naqueles meses, John Coffey era o que era mais intrigante. Apesar de sua aparência, o homem, que por vezes parecia nem ter controle pleno de suas capacidades mentais, chorava com o escuro, era dócil e parecia inofensivo,  fazendo com que Paul, desde os primeiros dias não conseguisse conciliar a imagem brutal que havia sido propagada nos jornais e no julgamento, com a imagem que via do homem a sua frente. E tudo fica ainda mais inacreditável quando John Coffey, ajudando Paul com um problema que o guarda vinha tendo há algum tempo, parece ter de alguma forma alguns poderes sobrenaturais, e a partir daí, Paul quer entender um pouco mais sobre o passado daquele homem, o por que ele cometeu o que lhe foi atribuído e como foi exatamente o crime, e a partir daí, o guarda descobre algumas coisas sobre a vida, a justiça e sobre as pessoas que o cercam.

"E por quê? Não sei. Às vezes não há um porquê. Essa é a parte assustadora."

Em um enredo extremamente cativante, uma narrativa que prende e personagens que fascinam, Stephen King construiu uma história ímpar, que promete ficar pipocando em nossas mentes, muito tempo após a finalizarmos.

"- Chefe, estou muito cansado da dor que escuto e que sinto. Estou cansado de andar vagando, sozinho como um pardal na chuva. Sem nunca ter nenhum companheiro pra ir junto comigo nem pra dizer de onde nós estamos vindo nem pra onde vai nem por quê. Estou cansado das pessoas serem más umas com as outras. Sinto como se tivesse cacos de vidro dentro da cabeça. Estou cansado de todas as vezes que tentei ajudar e não pude. Estou cansado de ficar no escuro. Mais que tudo é a dor. Tem demais. Se eu pudesse acabar com ela, acabava. Mas não posso."





Contrariando o quão rápido eu li essa história, a escrita dessa resenha foi, no mínimo, extremamente demorada e difícil. Comecei-a uma dezena de vezes, mas, na maioria delas, não encontrava palavras para descrever essa obra magnífica. E na verdade, ainda não encontro, pois tudo o que eu falar, certamente será pouco para descrever todas as sensações que eu senti durante essa leitura, e como essa história continua comigo, assolando meus pensamentos em diversos momentos aleatórios. Esse livro é uma daquelas coisas das quais podemos falar mil vezes, mas as pessoas não entenderão o quão especial ou o quão interessante ou emocionante é, até elas experimentarem por si mesmas e ficarem igualmente fascinadas.

Esse era um daqueles livros que eu queria ler em um dia qualquer, mas não mantinha absolutamente nenhuma expectativa, até mesmo porque já havia lido dois livros de Stephen King antes e os achei legais, mas não via nada de gênio em suas obras, como todo mundo pregava por aí. Mas então, li uma resenha muito boa sobre À espera de um milagre e pensei "vou lê-lo". E que surpresa. Que tapa na cara. Que história marcante, sem sombra de dúvidas uma das melhores que li nesse ano e com certeza, a partir dela consegui entender o porquê chamam o autor de gênio, embora eu não tenha certeza se eu vou conseguir amar tanto outro livro dele quanto amei esse, pois sinto que quando um autor escreveu um livro assim, tão especial, foi alguma magia que o tocou, uma magia rara, daquelas como um eclipse, ou um arco-íris, que aparecem uma única ou poucas vezes na vida, assim como a magia que cercava John Coffey, Paul, e aquele corredor da morte.

Pois é. Soa até mesmo um pouco estranho falar-se em magia ao mesmo tempo em que se fala em corredor da morte. Mas, se formos analisar, aquele corredor tinha algo um pouco mágico, era o estágio em que os homens que estavam lá sabiam que não tinha mais volta, o estágio em que eles sabiam que os seus dias estavam contados, e o momento em que tinham para se arrepender ou para dizer que fariam tudo de novo. O corredor da morte era a oportunidade dos presos de olharem para trás, verem tudo o que fizeram e reagirem de diferentes formas, pois nada os tiraria de lá, apenas um milagre. E é por esse milagre que torcemos durante o livro. É com esse milagre que esperamos que a vida se torne diferente. Mas ela não se torna, e aqui vemos claramente isso. Através de todos os personagens que encontramos, cada um com uma história diferente, Stephen King nos mostra as várias facetas do ser humano e da vida no geral. Ele nos fala de justiça e da injustiça,  da diferença entre brancos e negros, nos fala sobre aqueles que abusam do poder que pensam que possuem; sobre aqueles que brincam de ser deus e sobre o destino implacável ao qual todos nós somos submetidos, bem como fala sobre as coisas que jamais conseguiremos explicar.

Para mim, o ponto mais positivo do livro foi a forma como ele foi escrito, em primeira pessoa, através das memórias de Paul, e ele é um narrador com uma capacidade imensa de nos cativar e nos levar a reflexões junto consigo, e também de nos fazer entrar naquele corredor, nos fazendo passar as noites ao lado dos funcionários, e também nos fazendo sentir e visualizar tudo o que aqueles homens condenados a morte fizeram e fazem em seus últimos dias. Além disso, o cenário é extremamente bem descrito, e é, provavelmente, um dos livros mais originais e inesquecíveis que se passa em uma prisão, fazendo com que sintamos todo o clima de um lugar desses. Ainda, cada personagem é muito bem construído, e aqui, em um cenário onde se luta o tempo inteiro com vida e morte, podemos reconhecer muito bem a humanidade de cada um, e também vemos uma grande luta entre o bem e o mal. Por fim, essa humanidade segue até o final do livro, tornando-o ainda mais real e doloroso, pois os acontecimentos derradeiros, embora em alguns momentos não sejam o que gostaríamos que acontecesse, demonstram puramente a vida real, e dessa forma os personagens se tornam mais palpáveis para o leitor. E falando em leitor, preciso dizer que os momentos em que apareciam execuções na cadeira elétrica, foram bastante chocantes para mim e até mesmo fortes, sendo que em vários deles fui levada às lágrimas, bem como em outros momentos do livro. Outro destaque que deve ser feito em relação a essa obra é que ao contrário de muitos livros de Stephen King que são voltados para o terror, esse é de um gênero um tanto indefinido, ora flertando com o drama, e ora flertando com o sobrenatural, porém, em nenhum momento possui algo assustador ou que nos cause medo.

Confesso que eu não encontro nenhum ponto negativo a destacar. Porém, creio que em alguns momentos a narração que se mostra um tanto aleatória, trazendo fatos que parecem a princípio desimportantes para a trama, pode se mostrar cansativa para o leitor, e as três primeiras partes do livro podem se mostrar um pouco arrastadas, ainda que no final do livro entendamos o motivo de tudo que nos foi contado. Além disso, para os leitores adeptos dos livros com "Felizes para sempre", essa pode não ser uma leitura interessante, devido a sua densidade, e a seu imenso tom de realidade que contraria o que gostaríamos que acontecesse.

Os personagens dessa obra são únicos. Caberiam aqui parágrafos e parágrafos de destaque a cada um deles, exaltando suas qualidades e também mencionando suas fraquezas e deslizes humanos. Porém, os mais interessantes para mim foram John Coffey, que se mostrou intrigante, e que de uma certa maneira me tocou, embora eu não possa falar de forma profunda sobre ele para não gerar spoilers. Ainda, sr. Guizos, um rato que surge no corredor da morte e que se torna um grande protagonista se mostrou um animal que nos gera curiosidade e até mesmo afeto, e achei uma jogada de mestre do autor por colocá-lo ali. Ainda, todos os funcionários do corredor, Paul, Brutal, Harry e Dean, e até mesmo Percy, acabam sendo tão bem explorados, que ao final, sentimos que conhecemos intimamente cada um deles, e no decorrer do livro sentimos aquela vontade imensa de lhes dar conselhos, de brigar com eles ou de simplesmente estar ao lado de cada um. Por fim, embora John Coffey seja o protagonista da obra, os outros dois presos, Edward Delacroix e William Wharton, nos proporcionam momentos intensos durante a leitura.

A narração é bastante interessante. Sendo feita em primeira pessoa, pelo guarda Paul, é bastante íntima, e embora só vejamos o ponto de vista dele, em nenhum momento senti falta de ver outras narrações, pois Paul nos dá uma perspectiva incrível e nos faz imaginar como os outros se sentiam e pensavam. Ainda, algo peculiar em relação a esse livro é que na data de seu lançamento, ele foi lançado em estilo de folheto, sendo que foi dividido em seis partes, e cada uma foi sendo lançada com algum intervalo de tempo, e  dessa forma, o leitor se sentia ainda mais instigado. Aqui no Brasil, na edição que li, temos um livro único, mas foi mantida a divisão de partes, sendo indicada onde cada uma começa e termina, e em cada uma delas a numeração de capítulos recomeça do 1. Além disso, realizei a leitura em ebook e não encontrei nenhum erro digno de ser destacado. Cabe ainda um destaque para o fato de que a obra recebeu uma adaptação cinematográfica pouco tempo após seu lançamento, sendo esta considerada tão incrível quanto o livro e é considerada uma das adaptações mais fiéis e emocionantes.

Esse é um daqueles livros que recomendo incondicionalmente, pois todos os leitores deveriam conhecê-lo. É uma obra linda, tocante, que nos emociona e nos faz repensar toda a nossa vida.

18 comentários:

  1. Esse livro é tão lindo quanto o filme e mais que isso, para mim ele mostrar a possibilidade de diversidade de um escritor... Porque tão conhecido por seus livros de terror King consegue trazer um drama lindo emocionalmente... Você até pode não achar o cara um gênio, mas tem que tirar o chapéu pra ele que a capacidade de escrever histórias que prendem o leitor em tempo recorde é um fenomeno! hahahaha
    Bjos

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  2. Oi Tamara, acho que valeu a pena esperar pela resenha, porque está além da perfeição. Não li muitos livros do King, mas todos os que li, gostei muito, Porem este livro aqui vai além de gostar muito. Esse livro é forte, sensível, original e inesquecível e eu fiquei muito feliz em saber que você também amou tanto quanto eu amo e sempre amarei este enredo.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  3. Oi, Tamara! Tudo bem?
    Ainda não li nada do King, já me recomendaram esse livro várias vezes (eu assisti o filme e adorei!), mas ainda não tive oportunidade de ler. Adorei sua resenha, mostrando todos os pontos positivos a serem considerados e é capaz que eu faça meu debut de King com ele.
    Bjos!
    Por essas páginas

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  4. Olá, tudo bom?
    Eu tenho muita vontade de ler esse livro e após essa sua resenha maravilhosa a vontade só aumentou! Amo histórias marcantes, dessas que ficamos pensando sempre, até mesmo em momentos aleatórios, que nos acompanham tamanho seu impacto e esta parece ter sido exatamente assim para você né?
    Quero muito acompanhar as descobertas sobre a vida, a justiça, bem como todo o enredo que este contador de histórias tem a nos contar. Amei muito sua resenha, mal posso esperar para ler este livro!
    Beijos

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  5. Oii!

    Tamara, eu não li nenhum livro do autor, pois acho que vc já percebeu que eu amo um romance e chicklit! Então, as obras dele nunca me chamam atenção, maaaaas não podemos negar a genialidade dele!
    Gostei muito da sua resenha! Está bem completa e bem escrita!

    Beijinhos,

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  6. Sou muito suspeita para falar de King, por ser fã dele,mas imagino o que você sentiu lendo,eu tenho esse livro,mas ainda não li,sou apaixonada por essa obra devido a adaptação cinematográfica dela. E ai se vê que King merece o status que possui até hoje.

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  7. Oi, adorei sua resenha. Li o livro "O iluminado" e adorei. Amo a escrita do Stphen king

    sinopsedoslivrosjenni.blogspot.com

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  8. Oi Tamara,
    Eu já tentei assistir esse filme, mas não consegui compreender a história. Fiquei muito contente por você ter curtido tanto assim a leitura e compreendo o que disse sobre a velocidade de leitura e a demora para escrever a resenha. Fiquei intrigada para saber quais foram os outros livros do Stephen King que você já leu e não simpatizou.
    Vou tentar dar uma chance a esse livro.
    Beijos,
    http://www.umoceanodehistorias.com/

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  9. Oiii,

    Sempre ouço maravilhas sobre esse livro é sobre o filme, mas nunca conferi nenhum dos dois e não consigo me convencer a ler ou assistir, pra falar a verdade eu nunca conferi nada do autor, na maioria das vezes porque eu sou medrosa mesmo e o estilo de história dele não me atrai, mas mesmo os que não são de terror eu não consigo me convencer a ler. Adorei a resenha e admito que fiquei um pouco curiosa, mas acho que vou permanecer sem ler rs.

    Beijinhos...
    http://www.paraisoliterario.com

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  10. Oi.
    Eu já assisti ao filme com a minha mãe, é um dos favoritos dela e realmente é muito lindo e emocionante. Talvez por isso eu não tive interesse em ler a obra ainda.
    Já li outros livros dele, e acho que uma das principais caracteristicas do autor é escrever histórias que ficam grudadas no cérebro.
    Amei a resenha, você conseguiu passar todas as emoções que sentiu durante a leitura e eu fiquei com muita vontade de ler o livro.
    Beijos.

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  11. OI, Tamara
    Sempre quis ler algo do King! Sobre esse livro vi poucas resenhas, e talvez nem começasse por ele, mas adorei saber que ele mexeu tanto com você e que gostou tanto. Muitos livros do autor dizem ser muito descritivos, mas vejo que a narrativa te agradou no geral. Leria com certeza.

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  12. Olá, tudo bem?
    Nossa eu quero muito esse livro, assisti ao filme e realmente é muito tocante e lindo, na verdade não conhecia esta edição.
    Sua resenha está maravilhosa e me instigou mais, dica anotada!

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  13. Olá...
    Infelizmente ainda não li o livro, mas, já assisti o filme e gostei demaaaaais, então, fico aqui pensando quão bom será o livro, pois, sempre os livros são melhores que os filmes. Adorei ler sua resenha, fico feliz que tenha gostado tanto assim, à ponto de não achar nenhum ponto negativo... Isso me animou ainda mais a ler o livro <3
    Dica anotada!
    Bjo

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  14. Oi oi querida!
    Adorei a resenha, e acima de tudo a sua sinceridade com a obra. Sei que muitos amam os livros do King, mas eu sou daquelas que não curto a sua forma de escrever tão intensa e carregada de mistério. Eu já assisti um filme com um enredo parecido com o do livro, só não me lembro o nome. Vou anotar a dica, porque eu tenho certeza que futuramente vou dar uma chance para alguns dos seus livros.

    Beijoss, Enjoy Books

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  15. Oi Tamara,
    Já tive a oportunidade de ver o filme e fiquei surpresa ao ler sua resenha, pois não sabia que era baseado em um livro, enquanto lia reconheci a história. É realmente um enredo muito especial, acho que foi uma das melhores histórias que já vi. Vou procurar pelo livro com certeza. Parabéns pela resenha.
    bjs.
    Pri.
    http://nastuaspaginas.blogspot.com.br/

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  16. Oi, tudo bem?
    Eu vi o filme baseado nesse livro e amei!!!! Quando vi não sabia do livro e fiquei impressionada ao descobrir o autor, não esperava uma história como essa de Stephen King. É lindoooooo. Sua resenha ficou ótima!!!
    Beijinhos.
    Cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  17. Ooi!O Stephan é incrivel, ne? Li Misery tem um tempão e tô empaquitado desde então. Que personagem mais legal! Certamente, alguém que acompanhou tantos casos cruéis seria assombrado por essas lembranças até o fim da vida. O livro ser em primeira pessoa deve ajudar muito na identificação, deve tornar o relato bem pessoal. NECESSITO ler!

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  18. Oi Tamara,
    para tudooooo... Como assim esse livro foi escrito pelo Stephen divo King? E como assim o filme que mais amo na vida e que já me fez chorar um oceano é adaptação de um livro do King, serião que eu não fazia ideia e agora que eu sei eu não apenas quero mas preciso desesperadamente desse livro aqui, quero muito mas muito mesmo ler cada detalhe dessa trama pra ontem.

    Abraços!
    Nosso Mundo Literário

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